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DIARIO DAS CORTES GERAES E EXTRAORDINARIAS DA NAÇÃO PORTUGUEZA.

NUM. 62.

Lisboa, 25 de Abril de 1821.

SESSÃO DO DIA 24 DE ABRIL.

Leo-se, e approvou-se a Acta da Sessão antecedente.

O senhor Secretario Felgueiras, leo hum Officio do Ministro Secretario de Estado dos Negocios da Guerra, relativo ao Governo da Torre de Belem, que julgava desnecessario prover, não obstante a expectativa do Visconde de Juromenha. Foi approvada a sua opinião.

O mesmo senhor Secretario apresentou as seguintes Cartas de felicitação e prestação de homenagem ás Cortes, de que se mandou fazer honrosa menção:

Senhor. = O senhor Presidente, Juiz, e Officiaes da Ca me rã da Cidade de Evora, tendo admirado em silencio as sabias e profundas Instituições novas, emanadas do alto Poder Legislativo, esperavão sómente por huma opportunidade para levarem com mais franqueza á Augusta Presença de V. Magestade, a exemplo de outras corporações do Reyno, o prazer profundo, com que tinhão visto a V. Magestade elevado áquelle alto Poder Legislativo, que esta generosa Nação ha confiado a V. Magestade, com cujo exercicio sublime V. Magestade, como que tem mandado calar os importunos apologistas dos mais decantados legisladores, pois estava reservado para esta venturosa Idade erigir o sagrado Palladio da Politica Liberdade, de tal maneira consolidada pelas Luzes do Seculo, que não podesse ser o brinco da avessa Politica, competindo por conseguinte a V. Magestade a gloria exclusiva de perpetuar a ventura desta Nação fiel: Era pois, Senhor, por cumulo de gratidão devida a V. Magestade, por tão assignalados e sublimes feitos já tão patentes ao Mundo civilizado; digne-se V. Magestade acceitar a pureza dos sentimentos, em que os sobredictos per si, e como Representantes Eborenses, felicitão a V. Magestade, pela elevação do alto Poder Legislativo; sentimentos que forão já assas demonstrados em publicos regozijos, e na mente de ajudarem ao alicerce inabalavel da nossa futura Constituição Politica; podendo V. Magestade, mais do que tudo, contar com a cooperação e adhesão firme deste Povo fiel, conjunctamente com os seus Representantes, orgãos da sua vontade sem equivoco, e tão solemnemente declarada. Evora em Camera de 18 de Abril de 1821. - O Vereador Presidente, José Salema Cabral - O Juiz de Fóra, José Ignacio Delgado de Carvalho - O Vereador segundo, Francisco Cordovil Lobo da Gama - O Vereador terceiro, Estevão da Silveira Galvão Menezes - O Procurador da Cidade, Norberto de Sousa Barreto Ramires.

Senhor. = Os Membros da Camera desta Cidade, cheios de jubilo, e contentamento, vendo estabelecidos os aceitados, e inabalaveis fundamentos que preconizão a geral, e Nacional felecidade nas Bases da Constituição Politica desta Monarchia, solemnemente nesta mesma jurada, por si, e pelos habitantes da Cidade, e Termo, supplicão respeitosamente a graça de serem admittidos a felicitar a V. Magestade por tão fausto motivo, protestando ao mesmo tempo os reiterados votos, de obediencia, vassallagem, e a mais firme, e cordeal adhesão á Sagrada Causa da Independencia, e felicidade Nacional, com todos os esforços, e cooperação que da sua parte seja necessario empregar para o desejado fim, no que tanto se avantajão as sabias disposições, e acertadas luzes de cada hum dos Representantes, que formão o Augusto Congresso Nacional.

Permitta-nos V. Magestade esta graça com o acolhimento que tanto satisfaz aos que supplicão. Braga

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