O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

- 164 -
N.° 8.
SESSÃO DE 10 DE JULHO.
1854.
PRESIDENCIA DO SR. SILVA SANCHES.
Ao meio dia verificou-se, pela chamada a que procedeu o sr. Secretario Rebello de Carvalho, estarem presentes 53 srs. deputados.
O sr. Presidente: — Está aberta a sessão.
O sr. Secretario Tavares de Macedo leu a acta da sessão antecedente, que foi approvada sem reclamação.
CORRESPONDENCIA
Officios: — 1.º Do sr. Barão de Almeirim, pedindo licença para se ausentar pelo resto da sessão, por que é obrigado a ír ao norte do paiz, e ás Caldas da Rainha. — Foi concedida a licença pedida.
2.° — Do sr. Menezes e Vasconcellos, participando que, por incommodo de saude, não póde comparecer á sessão de hoje, e a mais algumas. — Inteirada.
Representação: — Dos operarios da fabrica nacional da Cordoaria, pedindo que seja revogada a ordem do governo, para serem divididos os operarios em duas turmas, trabalhando ás semanas.
O sr. Secretario Rebello de Carvalho: — Esta representação vai á commissão de marinha.
O sr. Vellez Caldeira: — Não sei para que ha de ír esta representação á commissão de marinha; e peço perdão ao sr. Corrêa Caldeira para lhe dizer que não estava bem informado deste negocio outro dia, quando fallou a respeito delle. O inspector da cordoaria, em consequencia das ordens do governo, e em cumprimento das leis, quiz saber as economias que neste estabelecimento se podiam fazer; pediu por isso informações aos empregados subalternos, e sem se ter tomado decisão alguma a este respeito vieram os empregados aqui queixar-se, Ainda não ha deliberação alguma tomada, a não ser a do inspector da cordoaria, pedindo uma lista dos empregados que havia na repartição, designando-se o tempo de serviço, a qualidade delle, a sua aptidão, se eram casados ou solteiros; e sem se tomar resolução alguma vieram os empregados fazer tanta bulha. Por consequencia, para que ha de a representação ír á commissão de marinha? Parece-me que deve ser remettida ao governo.
O sr. Secretario Rebello de Carvalho: — A mesa não costuma enviar ao governo as representações que vem á camara, sem uma resolução della; e pertence aos illustres deputados que as apresentam, ou a outro qualquer, propôr que sejam remettidas ao governo, não havendo essa proposta, a mesa dá-lhe destino para irem ás commissões. Agora, se o sr. Corrêa Caldeira propozer que esta representação seja remettida ao governo, e a camara assim o resolver, a mesa cumprirá esta resolução.
O sr. Corrêa Caldeira; — Sr. presidente, a mesa não carece de certo do meu testimunho para que fique certa de que procede muito bem. A mesa não podia deixar de dar conhecimento á camara de uma representação, que eu apresentei, que devia ler o destino competente, que era ír a uma commissão, no caso que a camara não resolvesse o contrario. Porém, depois das explicações trocadas entre mim e o sr. ministro da marinha a este respeito, que me prometteu havia de tomar este negocio em consideração, e vêr mesmo se havia outro meio a adoptar, de modo que se conciliasse a economia a fazer naquella repartição com os interesses dos operarios, tomando um arbitrio por meio do qual os empregados não ficassem reduzidos a não terem trabalho e portanto a morrer de fome, parece-me que não haveria inconveniente em que essa representação fosse remettida ao governo, que foi a conclusão a que eu, cheguei com o sr. mi-