O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

SESSÃO N.° 47 DE 16 DE AGOSTO DE 1909 49

representariamos o papel ridiculo em face de outras nações commerciaes.

Como querem levantar o nosso país da crise dificilima em que se está debatendo? Como querem resolver o problema financeiro sem terem resolvido o problema economico? Ora ha dez annos para cá nada, absolutamente nada, se tem feito para a resolução do grave problema economico, que não seja com uns fracos remendos, com umas medidas mal traduzidas, mal serzidas.

Envidem-se todos os esforços possiveis para se produzir vinho que seja lá fora bem recebido, facilmente acceito.

Todos sabem a grande distancia em que ficam os nossos portos, e em que miseria se encontra a nossa marinha mercante, e que só o pagamento de imposto e fretes vae alem de 10:000 contos de réis.

O que é certo é que todos aquelles que se teem sentado nas cadeiras do poder pouco ou nada se tem importado com o cesto das gaveas mercantil.

Refere-se largamente ás tarifas, lembrando que se devia obrigar a Companhia Real dos Caminhos de Ferro do Norte e Leste a ter tarifas combinadas com a Espanha, França e Austria, pondo-se assim em communicação directamente o nosso país com aquelles.

Falando sobre as industrias corticeira é de conservas, espera que o Sr. Presidente do Conselho lhe diga quaes são os beneficios de que gozam essas industrias.

Depois de se apresentar o actual projecto - declara - a sequência de outros não se fará esperar, pois que já não ha tanta difficuldade. Não é só a solução do problema economico ou agricola, é preciso acabar com protecções que servem só para abafar, consumir todas as pobres economias desses que trabalham com salarios tão minimos que quasi não lhes chegam para comer e á sua numerosa prole, quanto mais para convenientemente se vestirem. O vestuario entre nós é mais caro do que país nenhum da Europa.

Terminando, diz que duas cousas importantes se impõem: é a solução da crise económica e a solução da crise financeira.

(O discurso será publicado na integra quando o orador restituir as notas tachygraphicas).

O Sr. João de Menezes: - Requeiro a contagem.

(Pausa).

O Sr. Presidente: - Estão na sala apenas 43 Srs. Deputados, numero insufficiente para poder continuar a sessão.

A proxima sessão é amanhã, e a ordem do dia a continuação da que estava dada para hoje.

Está encerrada a sessão.

Eram 5 horas e 25 minutos da tarde.

Documento mandado para a mesa nesta sessão

Representações

Da Camara Municipal de Lamego, pedindo a approvação do tratado com a Allemanha, assinado no Porto em 30 de novembro do anno passado.

Apresentada pelo Sr. Deputado Magalhães Ramalho; para se mencionar na acta.

Dos povos hindus da India Portuguesa, pedindo para que os seus prelados possam praticar a religião indigena, e apresentarem-se nas suas solemnidades com as insignias e sequito hindu.

Apresentada pelo Sr. Deputado Antonio José de Almeida e mandada publicar no "Diario do Governo".

O REDACTOR = Albano da Cunha.