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6 Diário da Câmara dos Deputados

O Sr. Presidente: - Tenho a declarar aos Srs. Deputados que, depois de terem usado da palavra todos quantos a pediram, aproveitarei a ocasião para responder depois a todos.

O Sr. Aires de Ornelas: - Sr. Presidente: ao usar pela primeira vez da palavra nesta casa do Parlamento, como representante da minoria monárquica, no meio do embate de sentimentos que facilmente por todos será compreendido, as minhas primeiras saudações e dos meus amigos, são para V. Exa., como Presidente desta casa.

V. Exa. representa para nós a fé inquebrantável dos seus princípios políticos, que nós prezamos em nós próprios, e que folgamos em reconhecer nos nossos adversários.

Vozes: - Muito bem.

O Orador: - Antes de ir mais adiante eu quero, Sr. Presidente, desfazer o que podia ter levantado reparos, num pequeno incidente ontem dado nesta casa. Antes do entrar aqui o cortejo que conduzia o Sr. Presidente da República ouviram-se as notas do ano português.

Muitos se levantaram; outros se iam levantar, conquanto nem sempre seja princípio levantar-se quando se ouve a alguma distância e não no recinto o hino nacional. Eu era um dos que estava sentado quando se ouviram vozes para nos levantarmos.

Sr. Presidente: eu tenho a declarar muito positivamente que dentro desta casa só recebo, assim como os meus amigos, indicações de V. Exa.

Se V. Exa., estando presente, se tivesse levantado, nós fá-lo-íamos por certo. E ainda o teríamos feito se a observação a que me referi tivesse sido ouvida.

Creio que assim está explicado o nosso procedimento de uma maneira muito clara o categórica.

Associo-me em nome da minoria monárquica e com todo o calor de um antigo soldado às saudações dirigidas aos soldados de terra e mar que em África e em França tam alto têm sabido levantar o nosso nome e combater pelo direito dos povos livres, é certo, mas confio que tambêm para manter a honra do nosso nome e a integridade do domínio colonial português. (Apoiados).

Sr. Presidente: a situação originada na revolução de 5 de Dezembro introduziu na nossa história política um princípio que tinha sido postergado no regime anterior, isto é, reconheceu direitos políticos a todos os portugueses.

Êsse facto essencial que determinou a nossa entrada nesta Casa do Parlamento impôs-nos, evidentemente, deveres a cumprir.

Êsses deveres têm-se manifestado na forma como a causa que tenho a honra de representar nesta Câmara se tem mantido perante a situação criada pelo Sr. Sidónio Pais.

Não está no meu ânimo nem no ânimo de ninguêm que se preza de ser português disfarçar, amesquinhar ou querer ocultar o relevantíssimo serviço prestado à Nação pelo Sr. Sidónio Pais quando da revolução de 5 de Dezembro (Apoiados). Folgo de prestar esta homenagem, logo à primeira vez que falo nesta Câmara, quando é público e notório que os meus princípios políticos são totalmente adversos aos que S. Exa. professa e que ontem, afirmou tam clara e inequivocamente, mas nunca um facto desta" natureza é capaz de influir em mim, no meu juízo e na minha apreciação do grandioso serviço prestado pelo Sr. Sidónio Pais à causa nacional.

No que diz respeito à ordem social e à manutenção da aliança tradicional e aos deveres que correm para nós do nosso estado de beligerantes, é evidente que o Govêrno pode contar em absoluto, sem restrição de espécie alguma, com o apoio dêste lado da Câmara (Apoiados).

Não há dúvida que na crise que atravessamos muitas terão de ser as providências apresentadas pelo Govêrno alêm das que constituem a obra da ditadura e qu£, segundo a frase do Sr. Presidente da República, será submetida ao nosso exame, ao nosso estudo e à ponderação que elas merecerem, com o cuidado de acertar e com o cuidado de bem servir o nome português nessa alta e patriótica missão. (Apoiados).

Disse o ilustre leader da maioria que era seu objective que todos sentissem que há Govêrno.

Ninguém mais o deseja do que êste lado da Câmara e do que a Nação. A Na-

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