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Diário das Sessões do Senado

Esta legislatura impõe aos parlamentares deveres- gravíssimos. O Ta.s olha p.rã nós fi.v tenente, como juiz infioxivrl q LIO tapera que nós cumpramos 'tocx-s os deveres que a situação nos impõe.

A República tem ainda 'muitos compromissos a satisfazer.

Na nossa Constituição assentaram-se princípios e' do Q trinas que ainda não foram realizados. Exemplo: ainda não temos um Código Administrativo, uma reorganização judiciária/ nem lei de responsabilidade ministerial que tornem essas responsabilidade efectivas.

Silo estas, Sr. Presidente, as promessa s^ que e necessário cumprir.

E necessário trabalhar e ca estou convencido de que V. Ex.:i pode contar absolutamente com este lado da Câmara para lhe facilitar tanto quanto Gle puder a sua missão.

Havemos todos de .trabalhar e V. Ex.a no alto cargo que ocupa há-do dirigir os trabalhos com aquela alta imparcialidade, com aquela devoção que sempre o tem distinguido. .

Sr. Presidente: repito, em nome deste lado da Câmara saúdo V. Ex.a, convencido de que como sempre há-de continuar a honrar a República.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Augusto de Vasconcelos : — Sr. Presidente: em nome. do-Partido" Nacionalista dirijo a V. Ex." as minhas sailda-ções.

Iguais saudações dirijo também aos nossos colegas, tanto novos como antigos.

Estou certo de qne todos os nossos colegas do Senado hão-de procurar manter o prestígio do Parlamento.

Eu, Sr. Presidente, sou parlamentarista irredutível, e cada vez mais irredutível, se é possível sê-lo, porque à medida que a história vai passando nós vemos que os que atacam a fórmula parlamentar i\ao atingem melhores resultados, e vê-se também coo aqueles que atacam o Parlamento procuram depois a maneira airosa de aos Parlamentos voltarem.

Iniciam-se os trabalhos desta Câmara sob bons auspícios.

Escolheu a Câmara, por unanimidade, V. Ex/- para a sua presidência. Esta

unanimidade de antigos e de novos prova quo os trabalhos do Senado, entregues à imparcialidade de V. Ex.:v, estão om boas mãos.

Todos nós temos por V.. Ex/' o respeito cjue a sua alta figura merece o possuímos a certeza de que, estando V. Ex.a aí, os direitos de todos os parlamentares se podem considerar garantidos.

As saudações do meu partido junto também as minhas pessoalmente. Antigo amigo e colega de V. Ex.a em lutas antigas o nas mais modernas — visto que tive a honra de brigar com V. Ex.a na. eleição do Porto — não posso deixar de juntar as minhas saudações -pessoais àquelas que o meu partido dirigiu a V. Ex.a

Faço os meus melhores votos por que o Parlamento trabalhe, e bem.

A hora é grave realmente, mas creio que a Este respeito tem havido um pouco de exagero, exagero esse que vem do grande amor que temos ao nosso passado, que o queremos ver livro de todos os perigos.

Sr. Presidente : repito as minhas saudações e faço os melhores votos por que dos nossos trabalhos alguma cousa saia que prestigie o país e a República.

O orador não reviu.

O Sr. D. Tomás de Vilhena : — Sr. Presidente : em nome da. minoria monárquica ou venho também apresentar os meus cumprimentos a V. Ex.a, e faço-o com grande prazer, porque, sendo esta a quinta sessão legislativa a que tenho a honra de assistir, conservo das quatro anteriores a mais grata lembrança da maneira sempre nobre, sempre independente e sempre justa, como V.JBx.a dirigia.os trabalhos desta Câmara.

A diferença enorme de convicções que nos separa não exerce, de forma alguma, pressão no meu espírito para que eu não faça justiça às qualidades presidenciais eme V: Ex.a tem afirmado, com o aplauso da Câmara e com o reconhecimento de todos os partidos. E-me por isso muito grato, deste lugar de adversário de todos os Governos da República e de adversário do regime, poder fazer justiça completa a V. Ex.a