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Diário das Sessões do Senado

Preganto:

& Quem dedica um pouco de atenção ao estado .lastimoso em que se encontram as estradas ?

i E neste ponto posso eu falar com autoridade, porque ainda ontem me vi seriamente atrapalhado para conseguir chegar ao comboio!

óQuem quere saber dos trabalhos de irrigação e electrificação pelo aproveitamento das quedas de água?

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Ninguém se preocupa, ninguém se importa com essas cousas.

Só os grandes escândalos, as grandes fortunas deste ou daquele que nada tinha e que de repente ficou rico, preocupam a atenção de toda a gente.

Isto não pode continuar de forma alguma.

jtíj absolutamente necessário mudar de rumo, arrepiar caminho, ou então, se assim não for, seremos nós todos, inocentes e culpados, atingidos por uma onda popular que nos expulsará daqui para fora.

E eu, apesar de inocente, e eu que tenho a minha consciência tranquila, e eu cuja vida é um livro todo branco cujas folhas podem ser manuseadas por todos os lados, serei .também uma vítima, mas terei, mau grado meu, de declarar qtie é bem leito, que ó justo.

A proposta do duodécimo para Janeiro de 1926 que ora aqui se discute é apenas um episódio, um dos resultados da péssima administração que se tem feito nos últimos anos.

Não lhe nego o meu voto. Dou-o porque sei ser absolutamente necessária a

aprovação dessa proposta para a boa marcha dos negócios públicos, mas não posso deixar de, com toda a minha «energia, com toda a veemência, protestar contra semelhante sistema de governar.

Governar é sinónimo de administrar, & não se concebe que se possa fazer uma boa administração sem que haja um orçamento apresentado a tempo e horas, discutido e aprovado com a devida ponderação.

Bem sei que se este facto não se verifica não pertence a culpa ao actual Governo, nem ao anterior, que apresentou o-Orçamento dentro do prazo legal na outra casa do Parlamento.

A culpa cabe integralmente aos Srs. Deputados, que não o quiseram discutir e aprovar, desperdiçando o tempo em questões de lana caprina, não cumprindo um dos seus principais deveres, praticando» emfim politiquice na mais ínfima acepção-do termo.

Tenho dito, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: — Esgotou-se a inscrição.

Vai votar-se.

É aprovada a proposta na generalidade e na especialidade.

O Sr. Rego Chagas:—Eequeiro a V. Ex.a se digne consultar a Câmara se dispensa a leitura da última redacção.

Foi dispensada.

O Sr. Ribeiro de Melo:—Mando para a Mesa a seguinte declaração de voto:

«Declaro que nã"o voto a proposta de-duodécimo para o mês de Janeiro de 192(> por entender que o Parlamento tinha tempo de sobejo para votar os orçamentos-desde que se resolvesse a trabalhar.

Sala das Sessões, 22 de Dezembro de 1920.—Ribeiro de Melo».

O Sr. Presidente:—Está encerrada a sessão.

A próxima sessão é amanhã, à hora regimental.

Eram 17 horas e 56 minutos.

O EEDAÇTOE—-Albano da Cunha,