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Sessão de 3 de ^Fevereiro de 1926

.aprovada na proposta de lei dos duodÓT cimos a parte que altera' a contagem de salários para caminhos ou processos exer fcutivos.

Para a Secretaria.

Ê lido o acórdão, da comissão de verificação de poderes..-. :

O Sr. Presidente: — Proclamo Senador o Sr. Júlio Dantas.

Antes da ordem do dia ]

O Sr. Ribeiro de .Melo: —Sr. Presidem .te: aproveitando estar no uso da palavra, mando para a Mesa um requerimento pedindo a comparência do Sr. ,Minis-ior das Finanças para eu poder tratar de vários assuntos, sobretudo de despachos «que correm pela Direcção Geral das > Contribuições é Impostos, que se referem .ao «distrito da< Guarda. .

. Sr. Presidente: nenhuma espécie de •ódio me move contra,os vencidos, porque felizmente as notícias já tornadas oficiais dizem-nos que a insurreição comandada pelo director do jornal O Libertador e por uma outra criatura compelida ao serviço militar, que prestou servi cos no front, «e que foi categorizada por aquela revolução de 19 de Outubro que o levou ao alto cargo de Ministro da Instrução, foi pelo menos subjugada e que os prisioneiros, sobretudo os chefes, se encontram a ferros da República para responderem pelo «delito de insurreição.' , Sr. Presidente: quando o.ntem me referi a este assunto correu pela. cidade, segundo depois fui informado, a notícia de que o êxito da causa desses insurrectos era uma cousa assegurada, absolutamente tida como matemática e certa.

O povo republicano da. cidade de Lisboa não foi /surpreendido por este movimento; ele já. o. esperava há muitos meses, porque, por todos os lados por onde se encarasse a situação política da Ropúr blica, os civis e ainda uma grande, parte dos militares, permita-me V. Ex.a que eu fale assim e pese neste momento as minhas afirmações, e=ainda grande parte de oficiais da,guarnição de Lisboa estavam convencidos de que mais dia menos dia rebentaria uma revolução contra a supremacia do Paitido Democrático.

Nunca se supôs, todavia, que este mp-

vimento contra õ Partido Democrático tivesse pessoas da categoria a que já me referi a chefiá-lo, porque de.contrário, se não fosse o impulsivismo de Martins Júnior e de tantos outros, certamente a guarnição de Lisboa ter-se-ia pronunciado,:, em parte ou no todo, e o movimento geria hoje. vitorioso.

O movimento que se íez não foi feito em nome do.Partido Radical, mas sim em nome dum retalho desse partido, dum pequeno, grupo do Partido Radical, sem conhecimento dos filiados no niesmo partido.

Repito, este movimento o que pretendia era-atingir-o.-Partido Democrático. ; Mal irá para o Partido Democrático se não receber e aceitar este aviso para uma mudança de orientação política e de sistema partidário. Os avisos já. são em tam grande número que; certamente hão-"de dar que pensar, àquele partido.

Os republicanos querem responsabiliza? todos os partidos da República na administração política do país, e de modo nenhum estão resolvidos a continuar a aceitar a ditadura permanente, em matéria política e governativa, dum s-ó partido.

Este aviso é um aviso de mestre, mas felizmente para nós, cidadãos portugueses, o tuovirnento não triunfou porque não-tinha objectivo, nem de beleza nem de democracia., Era um movimento de ódio, era um movimento de sangue, pois um dos chefes, o mais graduado, mas o menos competente, na entrevista que concedeu aos jornais, disse que um dos principais objectivos era fuzilar os responsáveis pelo crime do Angola e Metrópole.

Sr. Presidente: eu sou contra todos os que fizeram essa grande burla, mas não poderia aceitar o fuzilamento desses indivíduos sem primeiro a justiça do meu p:aís se pronunciar. . ;

Aparte do Si\ Joaquim Crisóstomo que não foi ouvido.

O Orador: — Sr. Joaquim Crisóstomo : a-ão ponha em paralelo à grande figura moral: da República que é o Sr. Amónio* José dê Almeida com, os homens que chefiaram este movimento. .. ; :

.Muitos apoiados. -,-.-.. ''..',.