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Sessão de 23 de fevereiro de 1926

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dios para as estradas a que me refiro, o qual foi concedido conforme se vê pelo cartão do respectivo Ministro e assinado pelo seu secretário.

Eu pregunto ao Sr. Ministro do Comércio se S. Ex.a tem conhecimento do estado actual das estradas do concelho de Trancoso o se S. Ex.a sabe se a verba com que foram dotadas as estradas, dosde Setembro de 1925 até hoje, tem sido devidamente distribuída.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro do Comércio e Comunicações (Gaspar do Lemos): — Sr. Presidente: o Sr. Eibeiro de Melo acabou as suas considerações por me preguntar se eu tinha conhecimento rio ostado das estradas do concelho de Trancoso.

Eu respondo a S. Ex.a que na"o tenho. Sei apenas, pelas informações colhidas no meu Ministério, que o distrito da Guarda tem as suas estradas em razoável estado de conservição.

Quanto à pregunta que S. Ex.a me fez se. eu estava ao facto da distribuição da verba para as estradas daquele distrito, eu direi que tenho aqui uma nota da distribuição da verba de 235 contos para a estrada n.° 9.

Não sei que compromissos o meu ilustre antecessor tomou com o Sr- Eibeiro de Melo, ou com qualquer outra pessoa. O qne sei são ^stas informações qne acabo de prestar à Câmara.

Devo dizer ainda que no orçamento estava inscrita aproximadamente a _ verba de 20:000 contos para distribuir pelas estradas.

Não sei como essa verba foi distribuída, porque isso não é da minha responsabilidade.

O Sr. Ribeiro de Melo:—Essa verba não foi aplicada conforme a sua distribuição.

O Orador: — As verbas que foram distribuídas têm de ser aplicadas; disso não tenha S. Ex.a dúvida alguma.

O que eu ignoro é se essas verbas foram distribuídas.

De resto, o que eu garanto a S. Ex.a é que nunca me servirei desse critério de regedoria;

Disse S. Ex.a que eu só conheço as estradas da minha órbita política.

A esse respeito tenho a dizer que não costumo percorrei' as estradas em doli-gência política.

O | Sr. Ferreira de Simas : — Sr. Presidente : pedi a palavra aproveitando a presença do Sr. Ministro do Comércio, porque desejo solicitar do S. Ex.a o favor dumas informações.

Sr. Presidente: o decreto com força de lei n.° 5:029, que remodelou o ensino industrial e o decreto n.° 11:225, de 7 de Dezembro de 1925, firmando-se no decreto n.° 5:029, estabeleceu no seu artigo 2.°' o processo a seguir na escolha dos professores.

Parece-me que não será este o processo mais regular de fazer o recrutamento do drofessorado, sobretudo das" escolas técnicas. Não ó razoável que um simples decreto altere o sistema racional adoptado.

Desejava saber se S. Ex.a e-

Desejava também que S. Ex.a dissesse se está disposto a manter a escola de educação comercial feminina que não se justifica entre nós onde está estabelecida a co-educação.

Para o ensino da culinária ou dos lavores ainda se compreendia, mas, para os cursos comerciais, não; a não ser para fazer largas nomeações de pessoal.

Desejava também preguntar ao Sr. Ministro do Comércio se já há alguma decisão com relação à portaria n.° 4:443, que mandou entregar na Caixa Geral de Depósitos a quantia, ao tempo, de 4:000 contos na posse da Companhia das Águas e que constitui dinheiro do Estado.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro do Comércio e Comunicações (Gaspar de Lemos):—Quanto ao processo de nomeação de professores para as escolas de ensino técnico, já há pouco disse o que penso a esse respeito.

Os professores das escolas industriais e comerciais devem ser nomeados precedendo concurso.