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Diário das Sessões do Senado-

intenções, devo dizê-lo, mas que depois na prática efectivamente se viu que não dava nenhum, resultado.

Mas não dando esses organismos resultados ao País, rnautéin-se contudo a avnlanche de funcionários públicos.

Esse funcionalismo rnauteve-se e foi transportado para o Miuistório da Agricultura porque este Ministério dizia quo a sua amplitude era tam vasta, era ta:n larga que o númoro do funciorários privativos desse Ministério era insuficiente para as necessidades agrícolas do País.

Resolveu-se então em Conselho de Ministros, e certamente a contento do todos Gles, esta cousa singular : acaba os serviços do um determinado organismo o o funcionalismo passa para o Ministério da Agricultura. Mas em vez destes funcionários serem aproveitados numa escola de agricultura para primeiro aprenderem as noções mais rudimentares quo deviajn ensinar aos trabalhadores, passaram à categoria de chefes de secção, e chefes de repartição e actualmente temos no Ministério da Agricultura indivíduos qii',3 mio têm a capacidade para ministrarem os rudimentos agrícolas ao trabalhador do nosso Pais.

O Sr. Ministro da Agricultara, que é também Senador, criou um posto para a sua terra, Figueira da Foz, ê eu, aproveitando este verdadeiro bodo aos pobres, vim pedir a aprovação do projecto de lei n.° 7.

Eu fui talvez mais realista do que o -Sr. Ministro da Agricultura, porque declarava no artigo 1.° que uma quantia de 200.0005 seria destinada a adquirir nina propriedade onde se pudesse ministrar o ensino agrícola na minha região.

Eu pedia que esta quantia saísse do Fundo de Fomento Agrícola.

Há muito tempo que ouço falar no Fundo do Fomento Agrícola, e estava convencido que ele fosse qualquer cousa que se visse, que houvesse na Caixa Geral de Depósitos qualquer depósito à ordem do Sr. Ministro- da Agricultura e pronto a ser utilizado em benefício e interesse da agricultura nacional.

Professores de várias escolas de ensino agrícola e altos funcionários do Ministério da Agricultura declaram, que tal fundo não existe. Existe apenas no Diário do Governo.

Esse fundo foi criado por um homemr pouco conhecedor dos assuntos agrícolas-do País e quo nunca leu um livro de-agricultura.

Ele foi para a pasta da Agricultura como poderia ter ido para qualquer outra-

Empurrado por conveniências políticas,, ele foi Ministro da Agricultura como poderia ter sido, como queriam outros, Ministro da Marinha porque ora militar, Ministro do Comércio porque era engenheiro, ou ainda Ministro do Interior porque talvez fosse um galopim eleitoral.

Refiro-me ao Sr. Fontoura da Costa..

A assim chegamos a 1926 e reconhecemos que o Fundo de Fomento Agrícola não existe e" portanto a Nação não pode-contar com ele para satisfazer as legítimas necessidades agrícolas do País.

Ao contrário, para ser Ministro, da, Agricultura, é preciso ter a sorte do ser figura primacial de um' partido, mesmo figura secundária, porque até já se tem visto as figuras primaciais serem afastadas para o lado do reposteiro carmezim o verde e aparecerem as figuras secundárias arvoradas em pessoas de talento, e de tanto talento que criaram o fundo de fomento agrícola, que não existe.

Está nos livros que enchem as prate-teleiras do Ministério da Agricultura.

Veja V. Ex.a, Sr. Presidente, se eu, fiado na legislação política do meu paísr posso fazer qualquer cousa do útil para a região que represento com amor e carinho, e se algum dos parlamentares se podo agarrar ao que existe publicado no-Diário do Governo e acreditar no que lá vem.

Só se pode acreditar na acção individual do Ministro.