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Sessão de 2 de Março de 1026

notas de 500$ que foram recolhidas no Banco de Portugal, e, portanto, pregunto: onde está a morosidade das investigações?

O ilustro juiz dirigente das investigações é um magistrado distintíssimo, são de consciência, de honestidade, de inteligência e de saber. Não precisa conquistar, com essa ingrata função, que só com sacrifício, muito sacrifício, aceitou, um nome honrado e respeitado; Csse já o te-m de há muito. Não era agora, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, no último dos tribunais portugueses, no fim da sua carreira de magistrado, que ele quereria glórias para o seu nome de mistura, para alguns, com censuras pela negligência ou demora nas investigações e propósito em espaçá-las. Mas para quê?

Esse facto nunca se poderia explicar' pelo lado material ou filiar no desejo de ter presos por mais tempo indivíduos que tenham de prestar contas à justiça, porque isso eram actos de tal .ponto repugnantes que até nos sentimos mal dispostos ao falar em tal.

Não. O ilustre magistrado que ó o Dr. Alves Ferreira, e os dignos coopera-dores de S. Ex.a, estão acima de quaisquer suspeitas, porque são magistrados de reconhecida probidade e provada correcção, e daí dignos do maior respeito.

Por isso, muito bem andou o Sr. Ministro da Justiça em responder como respondeu às considerações do Sr. Joaquim Crisóstomo. S. Ex.a, que tem sido um amigo dedicado da magistratura do meu País, que, felizmente, é alguma cousa de digno na terra portuguesa, muito bem andou em se apressar a defender um homem que não se podia defender no Parlamento onde era atacado.

Vozes : — Muito bem.

O Sr. Querubim Guimarães:—Não há muito tempo, nesta casa do Parlamento, votou-se uma proposta de sentimento pelo desastre sucedido então na aviação.

Pouco tempo se passou e agora dá-se um novo desastre, em que dois rapazes morreram deixando mergulhados em profunda dor seus parentes o amigos.

Um deles era de Aveiro e moço ainda, cheio de vida e de esperança, deixou, ali, perfeitamente inconsoláveis, seus pais que o estremeciam.

Porque conhecia o infeliz e aos seus conhecia também, maior foi a minha dor ao ter conhecimento do desastre fatal.

A circunstância de ter desaparecido num desastre tam triste, uma pessoa conhecida o amiga leva-me sem dúvida a um protesto maior -do que aquele que faria se porventura essa pessoa fosse um desconhecido ou um estranho. É natural.

Mas, acima dessa, há uma outra circunstância de interesse geral, e que eu já frisei a quando do último desastre. É a absoluta necessidade de que o Sr. Ministro da Guerra ou alguém intervenha em assuntos desta natureza, acabando de uma vez para sempre com estes desastres que se estão dando a cada passo, eliminando vidas que tara preciosas são.

Apoiados.

De quem ó a culpa? <_ p='p' que='que' regulamentos='regulamentos' cumprir='cumprir' se='se' na='na' então='então' aviação='aviação' há='há' não='não' devein='devein' _='_'>

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Pregunto eu :

Todos nós sabemos como em tal matéria, os regulamentos são apertados exactamente para que não se inutilizem vidas que tam precisas nos são.

£ Porque não se cumprem esses regulamentos?

E quanto aos aparelhos. ^Em que condições se encontram eles?

Também aí se impõe uma fiscalização cuidadosa, pondo de parte todos os aparelhos que não estejam em condições.

Neste País há dinheiro para todos os esbanjamentos e para todos os desperdícios, só não há dinheiro para dar a esses bravos militares aparelhos que garantam melhor as suas vidas.

Não compreendo como estamos assistindo constantemente a desastres desta natureza. E necessária uma reacção enérgica para acabar com tanta desgraça.