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3920 I SÉRIE - NÚMERO 90

E que dizer dos milhares e milhares de pinheiros abatidos todos os anos indiscriminadamente por ocasião do Natal e que jazem tristemente no lixo poucos dias depois?
Porque não lutamos pela criação de alternativas a este arboricídio, tais como o aluguer ou venda de pinheiros em vaso, pelas autarquias, por exemplo, e que mais tarde poderiam ser plantadas em locais, tais como escolas, jardins públicos, etc.?
E a reciclagem mais completa dos milhares de toneladas de papel e cartão que acabam nas lixeiras, quando podiam voltar ao circuito de utilização poupando milhares de árvores?
A nível do nosso planeta, as interligações entre os vários factores de equilíbrio são tão variadas, complexas e frágeis que se torna extremamente perigosa qualquer alteração significativa, como a redução gradual da área ocupada pelas florestas mundiais, seja pelo seu corte, seja pela exploração intensiva das suas madeiras (como no caso da selva amazónica do Brasil), seja
pelo seu abate para a criação de novas zonas agrícolas necessárias para alimentação de populações que crescem descontroladamente, procurando assim compensar as zonas que se tornam estéreis por uma má utilização dos solos (cadeia agricultura intensiva - pastorícia - erosão - desertificação).
As nossas preocupações sobre a floresta - fábrica de oxigénio, fonte energética, factor de equilíbrio - vão para as acções provocadas ou por ignorância ou por desmesurada cobiça, não só no nosso país, mas também além-fronteiras, e que a toda a população mundial afecta.
Consideramos que as comemorações internacionais, tão cheias de declarações bem intencionadas, não tem contrapartida, pois, infelizmente, cada vez mais se verifica que os valores económicos se sobrepõem aos valores de equilíbrio ambiental.

Assembleia da República, 21 de Março de 1984.- Os Redactores: José Diogo - Carlos Pinto da Cruz.

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IMPRENSA NACIONAL-CASA DA MOEDA