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0378 | I Série - Número 007 | 03 de Outubro de 2003

 

natural da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que ajudou a fundar em 24 de Novembro de 1975.
Hoje, com o necessário distanciamento histórico, é possível atribuir a José Manuel Casqueiro um protagonismo incontornável e um contributo decisivo para a edificação de uma democracia pluralista e humanista, mas também para a projecção destes princípios e sua consagração plena na ruralidade portuguesa.
A sua participação cívica também o levou à actividade política, sendo eleito Deputado à Assembleia da República, integrando as listas da Aliança Democrática e, mais tarde, do PSD, sempre com o estatuto de independente.
Contudo, foi no movimento associativo que José Manuel Casqueiro se notabilizou, sendo da mais elementar justiça destacar as suas ligações à Feira Nacional da Agricultura, à presidência da Cooperativa dos Produtores Agrícolas de Santarém,…

O Sr. Presidente: - Sr. Deputado, esgotou-se o tempo de que dispunha. Aliás, tinha-lhe dado a palavra para ler o voto apresentado pelo PSD.

O Orador: - Sr. Presidente, estou a ler o voto, peço-lhe apenas que tenha alguma tolerância, para que possa acabar a referida leitura.

O Sr. Presidente: - Sr. Deputado, não é esse o texto que tenho em meu poder, mas, de qualquer modo, tenha a bondade de concluir.

O Orador: - Muito obrigado, Sr. Presidente.
Como eu estava a dizer, destacam-se as ligações de José Manuel Casqueiro à Feira Nacional da Agricultura, à presidência da Cooperativa dos Produtores Agrícolas de Santarém e, ultimamente, à presidência da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, em representação da Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior.
Por tudo isto, mas, sobretudo, pela sua histórica ligação à CAP, José Manuel Casqueiro tornou-se no rosto mais conhecido da agricultura portuguesa.
Do ponto de vista humano, José Manuel Casqueiro era uma pessoa afável e sempre disponível. Senhor de uma personalidade forte e exigente, era, ao mesmo tempo, um homem persistente nas suas intuições e decidido sobre as suas convicções.
Deste modo, o Eng.º Casqueiro esteve sempre disponível para começar qualquer desafio, desde que nele acreditasse. Talvez tenha sido este o espírito que o animou nas últimas decisões que tomou - mesmo em termos pessoais -, porque foi assim que ele se entregou às muitas causas que liderou ou protagonizou.
Sr. Presidente, para concluir, e agradecendo a sua tolerância, é desta breve forma que recordamos o homem, o dirigente associativo e o protagonista político, pelo que é com profunda saudade que o Partido Social Democrata se dirige aos seus familiares, aos amigos e aos agricultores portugueses, apresentando as suas mais sentidas condolências e prestando a sua reconhecida homenagem.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Capoulas Santos.

O Sr. Capoulas Santos (PS): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Simpatize-se ou não com as posições políticas que o Eng.º José Manuel Casqueiro sempre adoptou, a sua figura tornou-se uma referência histórica incontornável do associativismo agrícola português e a sua personalidade marcante na vida política do pós-25 de Abril, tendo, inclusivamente, exercido, por mais do que uma vez, funções de Deputado nesta Assembleia da República.
Foi um temível adversário político do Partido Socialista e dos seus Governos, mas, simultaneamente, um dirigente associativo com quem foi possível estabelecer diálogos construtivos e firmar compromissos políticos.
O reconhecimento do seu papel como dirigente associativo, pese embora a diferença de perspectivas quanto à política agrícola nacional, que sempre prevaleceu, não impediu o Governo do PS, a que tive a honra de pertencer, de propor ao Sr. Presidente da República - e, o Sr. Presidente da República, de aceitar - a atribuição da condecoração nacional que lhe era devida.
Chocado com o seu desaparecimento prematuro, o PS associa-se à evocação da sua memória, endereçando à sua família e ao movimento associativo agrícola, por que tanto combatia e tantas vezes tão polemicamente representava, as mais sinceras condolências.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Narana Coissoró.

O Sr. Narana Coissoró (CDS-PP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: O CDS-PP não podia faltar ao seu dever e, por isso, exprime aqui o seu pesar pela morte de José Manuel Casqueiro, que se sentou na bancada do CDS como Deputado da primeira maioria da AD - Deputado independente, mas integrado nas listas do CDS.
É do conhecimento de todos o enorme contributo que ele deu nos tempos difíceis que a agricultura atravessava depois da revolução, principalmente na altura da reforma agrária, sobretudo no Alentejo, sabendo-se a maneira como eram maltratados os grandes e até os médios e pequenos proprietários com a demagogia dos gritos de "A terra a quem a trabalha". Havia muito pouca gente capaz de dar o peito ou a cara e que, efectivamente, combatesse no terreno para ganhar esta

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