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44 | I Série - Número: 021 | 4 de Novembro de 2010

Deputado, desta bancada digo com clareza: há lá fora um País que vai sofrer como nunca o impacto deste Orçamento, que vai sofrer extraordinariamente. Esse País é um país real, não é um país a fingir.
Sr. Deputado, gostava de o ouvir a este respeito.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Francisco de Assis para responder.

O Sr. Francisco de Assis (PS): — Sr. Presidente, Sr. Deputado José Manuel Pureza, há uma coisa relativamente à qual não tenho qualquer expectativa: que algum dia o Bloco de Esquerda deixe de fingir que tem soluções para este País.

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Francisco de Assis (PS): — Não tem soluções absolutamente nenhumas para os problemas mais graves com que nos confrontamos do ponto de vista económico e financeiro. Esse é o fingimento mais profundo!

Aplausos do PS.

Não vou defendê-la, mas o fingimento a que aludia a Sr.ª Dr.ª Manuela Ferreira Leite era em sentido metafórico»

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Claro! Claro!

O Sr. Francisco de Assis (PS): — » e toda a Càmara, naturalmente, o entendeu.
Sr. Deputado, lamento que tenhamos uma extrema-esquerda completamente inoperativa do ponto de vista do contributo para soluções sérias e responsáveis de esquerda para enfrentarmos os problemas reais que se nos deparam.
Os senhores estão permanentemente enclausurados em dogmas ultrapassados, incapazes de compreender a realidade, com meras proclamações que não têm qualquer tipo de aplicação prática viável.
É esse verdadeiramente o grande problema da extrema-esquerda que temos, uma extrema-esquerda que parou no tempo. E, Sr. Deputado, não há pior forma de fingir do que ignorar, em absoluto, a realidade, e é disso que vos acuso.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Catarina Martins.

A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados: Estranho o debate de hoje, em que a mais vibrante intervenção de apoio ao Governo foi a da Sr.ª Deputada Manuela Ferreira Leite.
Inevitável, dizem; precisamos de recessão, dizem; precisamos de reduzir os salários, dizem; precisamos de aumento do IVA, dizem. Somos filhos do FMI e não temos direito ao nosso País, diz-nos hoje o PSD.

O Sr. José Manuel Pureza (BE): — Muito bem!

A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Mas este Orçamento do Estado, que vamos votar dentro de poucas horas, responde a um País concreto: aplica as exigências de entidades que não têm rosto (os tais mercados financeiros internacionais), mas as suas consequências são sobre pessoas reais. Não é, portanto, demais lembrar que a crise económica que enfrentamos — a pior dos últimos 80 anos, nas palavras do Primeiro-

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