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48 | I Série - Número: 021 | 4 de Novembro de 2010

Importa, pois, dizer ao Sr. Ministro das Finanças que o comportamento dos mercados em linha com o que os portugueses sentem: que o Governo não serve, que o Governo não consegue garantir nada a ninguém, que não lhe é reconhecida capacidade no estrangeiro, como não é reconhecida em Portugal.

Aplausos do CDS-PP.

Só o Governo parece ainda não ter percebido e insiste no seu discurso arrogante, monocórdico, estafado.
À grande pergunta que hoje os portugueses querem ver respondida, a de saber se todos os sacrifícios por que já estão a passar e que se vão agravar em 2011 resolvem ou não os problemas do nosso país, o Governo responde que talvez sejam necessárias mais medidas, porque as que anuncia são sempre e sistematicamente as penúltimas.

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Muito bem!

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Nisto o Governo tem razão: este «pacote de austeridade Sócrates» não resolve os nossos problemas, porque se demite de os atacar de forma séria, rigorosa, exigente e verdadeiramente corajosa.
À custa da redução do rendimento dos portugueses, pelas suas diversas vias, o Governo pode conseguir reduzir o défice, mas não conseguirá lançar o País numa rota de crescimento económico.

Aplausos do CDS-PP.

Não consegue, desde logo, porque o Governo continua a preferir emagrecer os recursos dos portugueses do que os seus excessos, porque, em vez de fazer um trabalho sério de corte de despesa supérflua, prefere cortar salários e aumentar impostos e porque não olha estrategicamente e impulsiona os nossos sectores produtivos. No fim da linha, teremos mais dívida e mais desemprego.
Esperava-se muito mais deste Orçamento e do acordo que o viabilizou. Infelizmente, este «Orçamento do leite achocolatado» fará o seu caminho e, quando o leite se derramar em definitivo, o Governo não pode ficar espantado! Quando a recessão nos bater à porta e nos esvaziar de vez os bolsos, o Governo não poderá reclamar pois foi ele que escolheu o caminho!

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Sr.as e Srs. Deputados: Da nossa parte, continuaremos a exigir e a dizer a verdade; da nossa parte, continuaremos a mostrar que há alternativa; da nossa parte, continuaremos a insistir que é possível fazer de outra maneira, com mais rigor, com mais eficácia, com mais justiça social, com mais atenção às famílias, aos idosos e aos mais pobres. Por isso, continuaremos a apresentar propostas muito concretas de corte no desperdício e de atenção às famílias e aos idosos que mais precisam.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Da nossa parte, continuamos a distinguir a liderança política incapaz e estafada, que Portugal tem neste momento, dos portugueses empenhados, capazes, trabalhadores,»

Aplausos do CDS-PP.

» que fazem mexer as empresas, que se esforçam por criar riqueza, que se empenham nas instituições de solidariedade social, que continuam a constituir famílias e a ensinar aos filhos que Portugal pode ser um grande País.

Aplausos do CDS-PP.

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