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51 | I Série - Número: 040 | 20 de Janeiro de 2011

Além disso, há um facto muito objectivo, que é o de este problema já poder estar resolvido. Aquando da discussão do Orçamento do Estado, o PCP apresentou uma proposta para requalificação, modernização e electrificação do ramal da Lousã, mas, na sua discussão e votação, PS, PSD e CDS inviabilizaram tal medida.
Portanto, parece-nos, hoje, estranho que venham aqui «chorar lágrimas de crocodilo» sobre o problema, quando já podíamos ter intervindo sobre ele.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Mas também é importante lembrar que estamos a falar de projectos diferentes.
O projecto do metro Mondego deve responder às necessidades do sistema municipal dentro da cidade de Coimbra e o ramal da Lousã tem de garantir a ligação à ferrovia. Trata-se de uma questão fundamental de que o PCP não abdica e, por isso, hoje, como sempre, continuamos a exigir esta resolução.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Também para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Rosário Cardoso Águas.

A Sr.ª Rosário Cardoso Águas (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Quero, em primeiro lugar, cumprimentar, nas pessoas dos Presidentes das Câmaras de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, todos os cidadãos do distrito de Coimbra que nos quiseram visitar, dando-nos força e a sua companhia para o debate que estamos a realizar.
Sr. Presidente, Srs. Deputados: As fotografias 1 cuja projecção o Sr. Presidente autorizou, e a que estamos, neste momento, a assistir, ilustram e retratam bem o panorama de destruição em que se transformou a baixa de Coimbra e o que resta da linha de comboio centenária que, até há um ano atrás, e durante mais de cem anos, garantiu o movimento pendular de mais de 1 milhão de pessoas da Área Metropolitana de Coimbra.
Resumidamente, Sr. Presidente e Srs. Deputados, que podem estar menos atentos ao que se passa, o que aconteceu foi o seguinte: após 15 anos de estudos, projectos e muitos milhares de euros gastos, o XVI Governo Constitucional lançou, em 2004, um concurso de concepção/construção do metro ligeiro de superfície do Mondego. Só que este concurso haveria de ser anulado e o projecto rasgado pelo Governo do Eng.º José Sócrates, que com ele não concordou. Aí, nasceu uma nova solução, proposta pela Sr.ª Deputada Ana Paula Vitorino, que muito considero, então Secretária de Estado.
O problema, Srs. Deputados, é que esta solução não nasceu em 2005, 2006, 2007, 2008 ou 2009. Foi apenas em 2010, no dia 18 Janeiro, fez ontem exactamente um ano, que o Governo entendeu ser o momento oportuno para lançar esta obra, quando o descalabro das contas públicas acusava já um défice, em relação às contas de 2009, de 9,4%. Nessa altura, a situação do País aconselhava prudência, mas, como sabem, o Governo decide de forma autoritária, sem ouvir ninguém, e a obra avançou.
Só que a obra iniciou-se, Srs. Deputados, e aquilo que aconteceu foi a destruição integral da linha existente e a suspensão do serviço ferroviário, que as populações, de boa fé, aceitaram que fosse suspenso, acreditando que daquela suspensão e daquela destruição nasceria uma solução melhor para si, para as suas famílias e para os seus negócios. Mas não foi isto que aconteceu. A linha está como VV. Ex.as vêem: 30 km de linha ferroviária arrancados. O Governo, agora, dá o dito por não dito, diz que não tem dinheiro e quer parar a obra, deixando aquele território e as populações que aqui estão representadas na situação vergonhosa que os Srs. Deputados podem ver nestas imagens 1.

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Rosário Cardoso Águas (PSD): — Por isso, Srs. Deputados, este não é um assunto regional — que isto fique aqui bem sublinhado — nem é uma vulgar controvérsia sobre obras públicas. O que está aqui em causa são assuntos muito sérios.
Em primeiro lugar, podemos constatar o ponto a que chegou a irresponsabilidade deste Governo, que não tem pejo em sacrificar o interesse público e a vida de muitos milhares de cidadãos, sem dar alternativas, sem

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