O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 31

50

Os Srs. Deputados riem-se, mas não é motivo para riso, porque houve muita gente que foi morta à conta

desta Cimeira. Esta Cimeira abriu a porta para que Bush, Blair, Aznar e Barroso — Barroso que recebeu o

Prémio Nobel! — tivessem lançado uma brutal mentira ao mundo (lembre-se, Sr. Deputado Nuno Magalhães!)

dizendo que fariam uma guerra, independentemente da gente boa ou má…

Protestos do CDS-PP.

Oiçam porque é importante, Srs. Deputados.

Como eu dizia Bush, Blair, Aznar e Barroso lançaram uma brutal mentira ao mundo dizendo que fariam

uma guerra, porque havia, no Iraque, um montão de armas de destruição em massa, que depois se veio a

revelar uma rotunda mentira para justificar uma guerra. Mas isto não vos diz nada…! Ou seja, estes senhores

mentiram rotundamente ao mundo, justificando uma guerra com um argumento de que era uma absoluta

mentira!

Oiça, Sr. Deputado, se vivêssemos num mundo são, estes senhores não estariam livres como estão. E

estão fundamentalmente livres nas suas consciências, dormindo sossegados todos os dias quando causaram

aquilo que causaram e mentiram ao mundo como mentiram.

Depois, claro, não precisamos de falar, como já aqui foi dito, de todas as outras guerras subsequentes que

a União Europeia apoiou, tal como os Estados Unidos da América, cujo Presidente, Barack Obama, recebeu

também o Prémio Nobel no ano passado. Isto é uma alegria, é uma descredibilização do Prémio. O Prémio

Nobel deve ser atribuído quando há justificação passada, e também presente, para a sua atribuição. E, de

facto, não é isso que se tem vindo a verificar.

Não nos congratulamos, mas quero dizer que desejamos e batalharemos para que a União Europeia

promova paz no mundo, o que não tem acontecido até à data.

A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, não havendo mais inscrições, vamos proceder à votação do voto n.º

94/XII (2.ª) — De congratulação pela atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia (PSD e CDS-PP).

Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS e do CDS-PP, votos contra do PCP,

do BE, de Os Verdes e da Deputada do PS Isabel Alves Moreira e a abstenção da Deputada do PS Gabriela

Canavilhas.

É o seguinte:

O Comité Nobel norueguês atribuiu no passado dia 12 de outubro o prémio Nobel da Paz 2012 à União

Europeia pelo seu contributo (há mais de seis décadas) em prol da paz, da reconciliação, da democracia e dos

direitos humanos na Europa.

Ao anunciar o prémio, o Comité Nobel da Noruega declarou que a sua decisão se tinha baseado no papel

estabilizador desempenhado pela União Europeia na transformação da maior parte do continente europeu,

que se tornou um espaço de paz, depois de ter sido um espaço de guerra, quase contínua.

A maior vitória da União Europeia foi, de acordo com o Comité, «o êxito da luta pela paz e a reconciliação,

a democracia e os direitos humanos».

O trabalho da União Europeia promove a «fraternidade entre as nações» e pode, de alguma forma, ser

equiparado aos «congressos de paz», referidos por Alfred Nobel no seu testamento de 1895.

Os dirigentes da União Europeia, representados pelos Presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho

Europeu e da Comissão Europeia acolheram com enorme satisfação a atribuição do prémio à União Europeia.

Herman Van Rompuy, Presidente do Conselho Europeu, declarou que o prémio recompensava a «maior

instituição de promoção da paz jamais criada» e que «os cidadãos de todos os países da UE podem estar

orgulhosos de ser europeu».

Para o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a atribuição do prémio constitui uma «mensagem

muito importante para a Europa: a União Europeia é algo de extremamente precioso, que devemos defender

para o bem dos cidadãos europeus e para o bem do mundo inteiro».

Páginas Relacionadas
Página 0051:
15 DE DEZEMBRO DE 2012 51 Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu, a
Pág.Página 51