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I SÉRIE — NÚMERO 54

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Protestos do PSD.

Sr. Deputado José de Matos Rosa, não fale em reformas estruturais. Não houve qualquer reforma

estrutural nestes dois anos; o que há é uma política de austeridade, com o Governo português a querer ter

junto da Europa um comportamento de bom aluno, que presta contas atempadamente, empobrecendo assim,

todos os dias, as famílias portuguesas, fazendo todos os dias ataques aos direitos sociais, atacando áreas tão

essenciais e estruturantes para o País como sejam as da qualificação e da saúde dos portugueses.

Srs. Deputados, verdadeiramente, deste Congresso não resulta nada para o País enquanto pensamento

estruturante para os próximos anos e do que deve ser um compromisso para com Portugal no sentido do seu

desenvolvimento e de como sair desta crise.

De facto, Srs. Deputados, aprofundamento da democracia é uma expressão que o PSD não pode usar

nestes tempos, porque o que o PSD tem feito é matar a democracia!

Vozes do PSD: — Oh!…

A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): — É matar o que foi construído ao longo de 40 anos!

Os senhores dizem que, em dois anos, conseguiram reformar o País, mas o que conseguiram foi

empobrecer o País.

A Sr.ª Presidente: — Queira terminar, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): — Vou terminar, Sr.ª Presidente, dizendo o seguinte: existirão

consensos, sim, quando estivermos a falar de um projeto para o País e não de cortes sobre cortes, não de

austeridade sobre austeridade, não de maior empobrecimento alheado da realidade que hoje nos assola.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Cecília Honório.

A Sr.ª Cecília Honório (BE): — Sr.ª Presidente, Sr. Deputado José de Matos Rosa, cumprimento-o pela

sua declaração política e pelo Congresso do PSD. Foi um Congresso cheio de sorrisos, de festança, de bater

no peito de que «mais sociais-democratas do que nós não há!», um Congresso que, inclusivamente,

ressuscitou Miguel Relvas.

Quero perguntar-lhe, Sr. Deputado, se hoje o PSD já desceu ao planeta Terra, se é capaz de olhar hoje

para os problemas do País, para o desemprego e para as desigualdades criadas pelas vossas políticas ou se

ainda estão um bocado atordoados como estava ontem o Sr. Deputado Miguel Frasquilho que, sobre o

programa cautelar, fez uma declaração e uma contradeclaração, dizendo uma coisa e o seu contrário.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Essa é que é essa!

A Sr.ª Cecília Honório (BE): — Por isso lhe pergunto se o atordoamento continua hoje.

Pergunto também se no quadro da festa, do sorriso, da comemoração que caracterizou este Congresso, e

porque falou tanto de orgulho, sente orgulho quando, por exemplo, Pedro Passos Coelho vem dizer ao País

que as pessoas já estão habituadas a levar pancada e que às vezes a última é aquela que custa mais.

Protestos do PSD e do CDS-PP.

Pergunto se o Sr. Deputado sente orgulho nesta afirmação e se é capaz de a explicar hoje, com

frontalidade, aos portugueses, no caso de o PSD já ter descido à Terra. Gostava de saber se é capaz de dizer

que Pedro Passos Coelho afinal falava verdade e que se comprometeu com mais austeridade, mais destruição

de serviços públicos e destruição definitiva dos salários e das pensões.

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