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I SÉRIE — NÚMERO 61

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Foi o primogénito de 9 filhos. Cresceu no seio de uma família cristã.

Concluiu o ensino secundário nos seminários de Santarém e Almada.

Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Cristo-Rei, nos Olivais.

Foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1961.

Tinha como sonho ser Padre de aldeia, mas a igreja sempre o chamou para outras funções.

Licenciou-se em Teologia Dogmática, em 1968, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com

uma tese intitulada Teologia das Religiões não Cristãs.

Doutorou-se também na área da Teologia Dogmática com uma marcante tese sobre os Sinais dos Tempos,

alinhada com o espírito do Concílio Vaticano II e com a ambição de uma Igreja aberta e atenta às realidades

do mundo, da história e da cultura.

Foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa em maio de 1978, tendo sido um ativo colaborador de D. António

Ribeiro, então patriarca de Lisboa, tendo-se tornado Vigário Geral.

Grande pedagogo, ocupou vários cargos na Universidade Católica Portuguesa, desde docente a diretor da

Faculdade de Teologia, até reitor da Universidade, cargo que deixou em 1996.

Como D. José IV, foi Patriarca entre 1998 e 2013, sucedendo a D. António Ribeiro, como o 16.º Patriarca

de Lisboa.

Em 2011, é nomeado Cardeal, assumindo o título de Cardeal Patriarca de Lisboa, até à data da nomeação

do seu sucessor.

Como Cardeal eleito, participou em dois conclaves: o primeiro, em abril de 2005, que elegeu Joseph

Ratzinger como Bento XVI, e o segundo conclave, em março de 2013, que elegeu Jorge Bergoglio como Papa

Francisco.

Figura marcante na renovação da Igreja em Portugal e um dos obreiros da consolidação da nossa

democracia e da construção de uma sociedade de diálogo e de tolerância, foi reconhecido pelos Bispos

portugueses como tal, foi um dos membros da Igreja Católica mais bem preparado a nível teológico, sendo

que, para si, nenhum obstáculo teológico fundamental existia ao sacerdócio feminino, o que lhe valeu reparos

da Cúria Romana.

Apesar disso, em toda a sua humildade, apelava ao acatamento da ordem estabelecida em termos de

Magistério perante a impossibilidade de facto.

Era o homem aberto ao mundo e ao diálogo com o mundo não crente, caloroso e dialogante.

Era um intelectual respeitado, sempre atento à atualidade nacional e internacional, que não teve nunca

medo do uso das palavras para dizer o que pensava e nunca deixou de ter um olhar crítico para com o País e

para com a sociedade que o rodeava.

Enquanto protagonista da renovação cultural da Igreja Católica,teve cerca de 50 obras publicadas. Era

sócio honorário da Academia das Ciências de Lisboa e académico de mérito da Academia Portuguesa de

História.

Do ponto de vista humano, nas palavras do Padre Carreira das Neves, era um pai para os padres da sua

diocese, recordando várias ocasiões em que, como Patriarca de Lisboa, D. José aparecia nas igrejas para

falar e ajudar a resolver problemas. Aparecia quando menos se esperava. Tinha uma enorme capacidade de

ouvir.

Igualmente, nas palavras do Cónego António Janela, que consigo se cruzou na Pontifícia Universidade

Gregoriana, fala dos anos muito duros que passou quando, nos finais dos anos 60 e inícios de 70, foi

encarregado de dirigir o Seminário dos Olivais, em Lisboa.

Foram os anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II e os anos do Estado Novo, com padres a

abandonar a Igreja Católica ou a serem afastados por não concordarem politicamente com a ditadura.

Décadas mais tarde, é D. José Policarpo que os reintegra e, em 1998, chega mesmo a celebrar o matrimónio

de um deles.

A preocupação com as famílias e com a justiça social foram também sempre uma constante na sua vida.

Em 18 de fevereiro de 2011, a dias de completar os 75 anos de idade, apresentou a resignação a Bento

XVI. Acabou por ser o Papa Francisco a aceitar o seu pedido, a 18 de maio de 2013, tendo permanecido como

Administrador Apostólico até à tomada de posse de D. Manuel Clemente como Patriarca de Lisboa.

Atualmente, D. José Policarpo, Cardeal emérito, encontrava-se em Sintra, onde queria ter tempo para se

recolher, refletir e escrever. Teve menos de um ano para o fazer.

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