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I SÉRIE — NÚMERO 73

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terem a vergonha de serem o único partido que veio para este debate no Parlamento sem nenhum tipo de

proposta.

Mas, Sr.ª Deputada, deixe-me dizer o seguinte: este PS é, de facto, um partido cada vez mais desenxabido,

porque é um partido que não tem causas, não tem ideias, tem vergonha de participar nas discussões, quer

que o tempo passe para chegar às eleições para ver se acontece alguma coisa…

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Elza Pais (PS): — É uma resposta muito fraca!…

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Devo dizer que, de facto, é cada vez mais difícil ser Deputado do PS

nesta Câmara porque é cada vez mais difícil ser confrontado com um debate sério, com contributos positivos

de todas as bancadas e não ter o que dizer, não se querer comprometer com nada.

A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — O que está a dizer é que não sabe nada de políticas de família!

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — A Sr.ª Deputada interveio mas não falou, por exemplo, da educação pré-

escolar. Concorda ou não concorda com a universalidade a partir dos 4 anos, ou até dos 3 anos?!

Vozes do PSD: — Concorda ou não?

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Concorda ou discorda da meia jornada?

Podiam dizer: «concordo mas não é bem assim, tenho aqui a minha proposta». Mas não, esqueceram-se,

não tiveram tempo e, portanto, não prepararam as propostas.

Srs. Deputados do PS, deixem-me dizer, de forma séria, que, como parlamentar, gostava que este debate

tivesse mais profundidade, que se conseguissem abstrair dessa obsessão com os ganhos eleitorais, com a

necessidade de falarem mal do Governo, e se concentrassem mais no futuro, até porque vocês querem

aparecer aos portugueses como parte desse futuro. Para quem quer governar, a Sr.ª Deputada acha que os

projetos que aqui apresentaram e a intervenção que produziu há pouco é um contributo para credibilizar a

vossa proposta?

A Sr.ª Deputada acha que os portugueses vão confiar num partido tão desenxabido como é hoje o PS? Eu

acho que não, mas o problema é vosso! Repito, acho que não, mas o problema é vosso.

Protestos do PS.

O Sr. Jorge Fão (PS): — Contenha-se!… Não acelere!

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Contenha-se o Sr. Deputado, que fala muito em à partes. Peça a palavra

e diga o que tem a dizer sobre o debate, está bem?!

Sr. Deputado José Soeiro, o Bloco de Esquerda participou neste debate, apresentou as suas propostas e,

honra seja feita, promoveu até o agendamento do debate. Quero aqui reconhecer isso, de uma forma muito

clara, e dizer-lhe que as questões que colocou são pertinentes mas não tem razão.

Em primeiro lugar, falou da circunstância de estarmos a projetar medidas para as próximas legislaturas. Aí

tem razão, é verdade, mas a estratégia para remover os obstáculos à natalidade em Portugal carece, pelo

menos, de uma década e meia a duas décadas para implementação.

Se queremos inverter o definhamento demográfico do nosso País, não vamos conseguir resolver o

problema quer estejamos a legislar no final de um legislatura, quer estivéssemos a fazê-lo no final. De facto,

estamos a projetar uma estratégia para as próximas duas décadas e que há de produzir resultados de uma

forma mediata.

Desse ponto de vista, é evidente que não estamos em condições de alterar tudo de um dia para o outro.

Mas alterámos algumas coisas, fomos consequentes.

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