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27 DE NOVEMBRO DE 2015

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desceram, como o IRS e o IRC, ou se mantiveram, como o IVA, e a despesa a diminuir, em ano de eleições. É

a primeira vez, na história democrática, que a despesa desce em ano de eleições, o que cala qualquer

argumentação no sentido de que esta maioria gere as finanças públicas com eleitoralismo.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A dívida também iniciou a sua trajetória de redução. É importante ter contas públicas saudáveis! É

importante este equilíbrio de contas públicas, que nós, maioria, o País e os portugueses, construímos nestes

quatro anos e meio, porque devolve credibilidade e confiança para atrair mais investimento, que cria emprego

e riqueza. É importante porque nos protege de agravamentos da conjuntura internacional, e não esqueçamos

o quão instável e incerta se encontra, mas, sobretudo, porque contas públicas equilibradas significam menos

défice. Menos défice significa menos dívida e menos dívida significa menos impostos a pagar no futuro pelos

portugueses.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — Foi por já estarmos neste caminho de recuperação que todos, hoje,

nos atrevemos não só a manter a recuperação de rendimentos que já se verificou em 2015 mas também a

propor uma recuperação adicional para o próximo ano.

Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: As propostas que o PSD e o CDS aqui trazem são as que constam,

exatamente, do nosso compromisso eleitoral com os portugueses.

Propomos uma recuperação gradual e responsável de rendimentos, que não coloque em causa o futuro,

que é aquela que está de acordo com os nossos compromissos eleitorais. E, por falar nisso, pergunto aos

partidos da esquerda ou das esquerdas, sobretudo ao PCP e ao Bloco de Esquerda: e o vosso discurso? E o

vosso programa eleitoral?

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Já vai ouvir a seguir!

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — Como é que VV. Ex.as

estarão ao lado das propostas do Partido

Socialista, que fazem, como as nossas, uma reversão gradual da austeridade e também têm sacrifícios?! Ou

não vão apoiar essas propostas?!

Preocupa-me, sinceramente, que o primeiro dia deste novo Governo comece com um desentendimento nas

esquerdas, e este desentendimento não é referido por mim, foi o Secretário-Geral do Partido Comunista,

Jerónimo de Sousa, quem, ontem, disse: «Não nos entendemos ainda sobre esta questão fundamental!».

O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — Bem lembrado!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — Preocupa-me que País vão construir com essa vossa instabilidade

e desentendimentos.

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Muito bem!

O Sr. António Filipe (PCP): — Lá chegaremos! Tenha calma!

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — Mas eu gostava, principalmente, de saber como é que fica o vosso

voto, o vosso compromisso eleitoral. Isto porque, Sr.as

e Srs. Deputados do Bloco de Esquerda e do PCP, se

aprovarem as propostas do PS, irão estar a aprovar austeridade, irão estar a aprovar uma sobretaxa sobre os

rendimentos da classe média e cortes nos rendimentos dos funcionários públicos. É difícil, é doloroso! Mas

como é que fica o vosso discurso, de que os direitos dos trabalhadores e pensionistas são absolutos e jamais

aceitariam qualquer «toque»?!