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14 DE MAIO DE 2016

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Quando chegámos ao Governo, tinham sido financiados às empresas cerca de 4 milhões de euros. Neste

momento, mais de 160 milhões de euros estão entregues às empresas para estas poderem financiar o seu

investimento. Fixámos uma meta, de acelerar, até ao final do ano, a execução para 450 milhões de euros. Nos

concursos que abrimos, batemos todos os recordes de procura de financiamento ao investimento em abril e

ainda esta semana o Sr. Ministro da Economia abriu duas linhas de crédito importantes para o apoio às startups

e ao empreendedorismo. Sim, nós estamos a querer ajudar o investimento.

Agora, para ajudarmos o investimento, é fundamental, como sabe, resolver a questão da estabilidade do

sistema financeiro e o problema da autonomia financeira das empresas. Por isso, uma das primeiras medidas

que adotámos foi a criação de uma unidade de missão para a capitalização das empresas. Posso dizer-lhe que,

no próximo dia 16 de junho, a unidade de missão, presidida pelo Eng.º José António Barros, apresentará o seu

trabalho final. E isso é muito importante para podermos adotar medidas que ajudem as empresas a ter melhores

condições financeiras para beneficiarem da política monetária do Banco Central Europeu e poderem investir

com confiança, porque esse investimento é essencial à criação de emprego e à produção de riqueza.

É esta a nossa estratégia e é esta a estratégia que continuaremos a seguir. E para nós não há

incompatibilidade entre apostar no mercado externo e não empobrecer o mercado interno, porque a

competitividade da nossa exportação não se fará à custa do empobrecimento dos portugueses.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Passos Coelho.

O Sr. PedroPassosCoelho (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, procurei ouvi-lo com muita

atenção e ouvi-o repetir muitas coisas que já teve oportunidade de afirmar nesta Câmara e noutras instâncias,

mas não respondeu às questões que lhe coloquei. Peço desculpa.

O Sr. HugoLopesSoares (PSD): — Tal e qual! É o costume!

O Sr. PedroPassosCoelho (PSD): — O importante é olhar para os dados que são observáveis hoje e tirar

conclusões e eu não vi o Sr. Primeiro-Ministro olhar para os dados e tirar conclusões. Se o fizesse, estaria

necessariamente a dizer que o Governo ponderará as ações que tiver de corrigir para ter uma abordagem

diferente daquela que tem seguido e que maus resultados tem vindo a prestar.

Sr. Primeiro-Ministro, há dados complementares que o INE não divulgou hoje mas que têm vindo a ser

divulgados. O valor de pagamentos em atraso a fornecedores do Estado a mais de 180 dias tem vindo a crescer

sustentadamente — uma matéria que estava à beira de ser resolvida no passado recente e agora está

novamente a agravar-se.

O Sr. HugoLopesSoares (PSD): — Está a agravar-se outra vez!

O Sr. PedroPassosCoelho (PSD): — Este é um indicador muito preciso das dificuldades que o Estado tem

em solver as suas responsabilidades.

O Sr. HugoLopesSoares (PSD): — Outra vez!

O Sr. PedroPassosCoelho (PSD): — Nós sabemos, apesar daquilo que o Sr. Primeiro-Ministro aqui disse

sobre a aceleração de fundos comunitários, que a maior queixa que se ouve hoje é justamente sobre a paralisia

do Portugal 2020. Portanto, alguma coisa aqui não bate certo, Sr. Primeiro-Ministro. Entre as intenções e a

retórica do Governo e os factos vai uma diferença muito grande.

Ora, se o Sr. Primeiro-Ministro não mudar esta estratégia, não irá a tempo de corrigir, este ano, os resultados.

E o Sr. Primeiro-Ministro ainda leva pouco tempo de passado deste Governo, mas isso já começa a ser muito

mau e muito pouco promissor para o que os portugueses podem aguardar no futuro próximo.

O Sr. HugoLopesSoares (PSD): — Muito bem!

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