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I SÉRIE — NÚMERO 71

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nomeadamente na captação de reforço de rotas aéreas para os períodos de época baixa e intermédia?! Não

está prevista a revisão de um programa de estímulo à formação e de combate ao emprego precário?!

É que nesta matéria também entram em contradição, pois o que fizeram no sector, para além de facilitarem

os despedimentos, foi contribuir para a precarização do emprego com uma política de baixos salários.

Vozes do PS: — Pois é!

O Sr. António Eusébio (PS): — Sr. Deputado, em termos de formação, o Partido Socialista alargou a rede

das escolas de hotelaria e turismo, definiu uma portaria para a sua atuação e uma estratégia. Sabem o que é

que os senhores fizeram? Os senhores fecharam várias escolas — Santa Maria da Feira, Fundão, Santarém —

e, como se isso não chegasse, ainda desinvestiram nas que ficaram!

Sr.ª Secretária de Estado, após tantas questões, as apostas do Plano Estratégico para a Formação e Rede

Escolar foram lançadas no mês de abril. E o que vem agora propor o PSD não acrescenta nenhum valor àquilo

que já publicamente foi anunciado pelo Governo e que está agora a ser concretizado.

E, para terminar, devo dizer que o sistema de gestão do conhecimento do turismo de Portugal já existe, Sr.

Deputado, e já foi executado. A disponibilização de informação alargada e sistematizada a todos os

intervenientes na cadeia de valor do turismo foi feita em maio, no website do Turismo de Portugal, através do

Travel BI que, aliás, aconselho a consultarem porque tem informação muito útil sobre mercados, tendências de

procura, instrumentos disponíveis às empresas, contactos da rede de equipas do Turismo de Portugal no

estrangeiro.

Sr.as e Srs. Deputados, em seis meses, o atual Governo já fez o que o PSD vem agora propor, como já foi

publicamente divulgado e é do conhecimento público.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado José Luís Ferreira.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Sr. Presidente, Sr.ª Secretária de Estado do Turismo, o PSD

apresenta-nos hoje um conjunto de medidas para fortalecer o sector do turismo, mas esqueceu-se — talvez

porque pense demasiado no sector privado — de uma frente que, para nós, é central nesta discussão e que tem

a ver com a necessidade de desconcentração da procura e com a necessidade da promoção do interior.

Sabemos que, durante os últimos quatro anos, o Governo PSD/CDS procedeu a um assustador

desinvestimento no interior, um desinvestimento que veio contribuir para a litoralização e para a concentração

da procura nos destinos habituais.

Mas o nosso País é muito mais do que sol e muito mais do que praias. Por isso, é necessário canalizar

esforços para desenvolver o turismo no interior, desconcentrando a procura de forma geográfica; é necessário

alargar a atividade turística do litoral para o interior. E não é preciso inventar nada porque património não nos

falta, temos até de sobra, o que é necessário é potenciá-lo.

Falamos, por exemplo, do património científico e cultural do legado arqueológico. Este património tem de ser

potenciado para poder representar apelos ao turismo do interior do País e, dessa forma, contribuir também para

o desenvolvimento dos locais.

Ainda hoje, Os Verdes iniciam, em Avis, um percurso designado «Vias do Património Arqueológico do

Alentejo», exatamente com o propósito de fomentar o turismo do interior e, ao mesmo tempo, dinamizar as

economias locais.

Mas também temos património industrial no interior que tem de ser encarado como um recurso para potenciar

e promover o turismo. Por exemplo, o património de arqueologia industrial da antiga Fábrica Robinson, que

representa uma das mais significativas referências histórico-culturais de Portalegre, da região do Alentejo e até

do País, ainda por cima associada a um importante recurso endógeno que é a cortiça e ainda por cima numa

zona tão deprimida como é a zona de Portalegre.

Ora, este património não pode continuar ao abandono, tem de ser preservado e transformado num polo de

referência turístico.

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