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I SÉRIE — NÚMERO 71

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O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Luís Vilhena.

O Sr. Luís Vilhena (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O Grupo Parlamentar do PS,

considerando a grave situação que se vive na Venezuela, sente-se no dever de manifestar publicamente a sua

solidariedade para com o povo venezuelano.

Com efeito, a situação de caos social, com problemas graves de segurança e de emergência económica,

com consequências drásticas no dia a dia dos cidadãos, tem levado, nos últimos tempos, a uma situação

insustentável na vida dos cidadãos da Venezuela, para a qual é urgente encontrar uma solução.

Queria deixar uma palavra especial à vasta comunidade portuguesa de emigrantes, muitos deles oriundos

da Madeira, que deram grande contribuição, ao longo dos tempos, para o desenvolvimento desse país e que

hoje veem um futuro incerto, receando, com razão, o destino das empresas onde investiram a sua vida e dos

bens que adquiriram com o que pouparam com o seu trabalho. Com eles estão também as nossas preocupações

e por eles faremos o que estiver ao nosso alcance de forma a buscar uma solução para que reencontrem no

país que os acolheu e para o qual têm contribuído um futuro melhor.

O Grupo Parlamentar do PS reitera assim o voto de solidariedade para com o povo venezuelano e,

particularmente, para com a diáspora lusa na Venezuela.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado Telmo Correia.

O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Em primeiro lugar, tendo em

consideração este voto apresentado pelo Partido Social Democrata, gostaria de dizer o seguinte: aquilo que

observamos, o relato que nos chega diariamente através das televisões do que se está a passar na Venezuela

é dramático, é preocupante e é absolutamente inaceitável. Esta é a verdade sobre esta matéria.

Nós, no CDS-PP, temos uma posição relativamente à Venezuela que não é diferente da que temos quanto

a outros países. Respeitamos as relações de Estado a Estado e não fazemos nunca ingerência interna em

questões de outros Estados.

No entanto, sublinhamos aqui que a nossa primeira preocupação, enquanto portugueses, na Venezuela,

como em Angola, no Brasil ou em qualquer outro país, tem de ser — e esse voto é claro e está certo nesse

ponto de vista — a comunidade portuguesa, os portugueses que estão na Venezuela, e muitos estão a querer

sair, a passar por esta enorme dificuldade.

Aplausos do CDS-PP e de Deputados do PSD.

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!

O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — A segunda preocupação, que é evidente, é com a democracia e com os

direitos humanos.

Independentemente do respeito institucional que temos, convém dizer o seguinte, Srs. Deputados:

ingerência?! A Venezuela não foi ocupada, Srs. Deputados! Que eu saiba, a Venezuela até agora não foi

ocupada. O governo da Venezuela, o «chavismo» e quem lidera a Venezuela não tem nenhuma

responsabilidade no que está a acontecer?! É impensável, Srs. Deputados! É evidente que tem! É evidente que

há larga responsabilidade de muita coisa que, politicamente, tem acontecido de errado naquele país.

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, já ultrapassou o seu tempo. Peço-lhe que conclua.

O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Termino, Sr. Presidente, dizendo o seguinte: olhem para a Venezuela,

como olham para outros países, apliquem os mesmos critérios! Apliquem o critério da democracia, apliquem o

critério que condena líderes da oposição presos sem culpa formada e protejam assim os portugueses que estão

a passar por tantas dificuldades.

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