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I SÉRIE — NÚMERO 88

62

Aplausos do PCP e do PS.

Protestos do PSD.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Delgado Alves.

O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O momento solene do debate

do estado da Nação, encerrando o calendário parlamentar, não é, contudo, cumprimento de calendário, é um

momento de prestação de contas, e é efetivamente essa prestação de contas que hoje nos permite identificar e

separar as águas ao longo de toda esta tarde.

Este debate demonstrou várias coisas. Em primeiro lugar, demonstrou quem está, em 2016, com os olhos

postos no futuro e empenhado em melhorar a qualidade de vida dos portugueses e quem continua a residir em

2015, a tentar reescrever o que fez e a tentar apagar o que disse ao longo desse ano.

Aplausos do PS.

O PSD e o CDS ainda não perceberam por que é que perderam a maioria parlamentar, não perceberam que

a prioridade agora é dada à dignidade, é dada à defesa do Estado social, é dada à defesa da Constituição, é

dada a quem quer ter uma voz diferente na Europa e a quem quer construir uma Europa diferente daquela que

temos conhecido.

Aplausos do PS.

É um debate que também revela a diferença entre quem está nessa Europa, de facto, empenhado em ter

uma defesa da voz dos portugueses e quem esconde com alguma dificuldade que esperava que a Europa

estivesse a desfazer o novo rumo que foi traçado e que, malogradamente, não vê recompensada a sua lealdade

de outros tempos, aparecendo, portanto, neste debate sem debate, sem conteúdo e sem argumentos suficientes

para demonstrar que tem, efetivamente, um rumo diferente para o País.

É necessário mais seriedade para o debate parlamentar; faz-nos falta uma oposição que, com seriedade,

enfrente e analise os problemas que o País tem pela frente.

Aplausos do PS.

Tentar imputar ao atual Governo a responsabilidade pelos seus próprios atos de governação, tentando fazer

esquecer aquilo que correu mal, não é sério e não é seguramente patriótico no momento em que todos temos

que nos mobilizar pela defesa do interesse nacional, num contexto europeu particularmente difícil e exigente.

Mas este é também um debate que revela uma outra coisa, revela que, neste quadro europeu, a realidade

portuguesa é particularmente estável. Não obstante todas as promessas, aliás, melhor dito, todas as

expectativas que a direita tinha — primeiro, não haveria acordo, depois não haveria Governo, depois não haveria

Orçamento, depois não haveria plano de reformas —, malogradamente, aconteceu tudo isto. Malogradamente,

Portugal não é um daqueles países europeus que tem dificuldades com o seu quadro parlamentar, não é um

daqueles países europeus em que não se consegue formar governo, não é um daqueles países europeus onde

crescem os extremismos, não é um daqueles países europeus que tem dificuldades e instabilidade.

Aplausos do PS.

Protestos do PSD e do CDS-PP.

Este é um País estável, com um Governo estável, com uma maioria responsável e com um rumo posto para

o futuro.

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