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I SÉRIE — NÚMERO 88

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Vozes do PSD: — Falso!

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — Muita obsessão com os supostos despedimentos da Caixa

Geral de Depósitos que não existirão. Muita angústia existencial do PSD com a saúde do PCP e a meteorologia

da Grécia e uma defesa incompreensível, por parte do CDS, da manipulação política das estatísticas sobre

contas públicas.

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Sério?!

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — Mas uma ideiazinha que fosse para a agenda económica do

País procurar-se-á em vão, porque ela, simplesmente, não existe.

Aplausos do PS.

O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Já tinha o discurso escrito, escreveu-o ontem à noite!

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — É que as forças colocadas à direita neste Hemiciclo só têm

a propor a continuação das políticas de redução de direitos, de corte de rendimentos, de enfraquecimento dos

serviços públicos e de esmagamento da procura interna que prosseguiram com resultados tão nefastos na sua

anterior governação. Nem admira! Se os protagonistas são os mesmos, como poderiam ser diferentes as

ideias?!

Vozes do PSD: — Olha quem fala!

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Foi ao baú buscar uma intervenção de há 10 anos!

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — A verdade, Sr.as e Srs. Deputados, é que Portugal é hoje um

dos países europeus com melhor clima social, maior estabilidade política e melhor cooperação entre todos os

órgãos de soberania. Superou o Estado de exceção e regressou à normalidade constitucional. Enfrenta, decerto,

muitas dificuldades, conjunturais e estruturais, e precisa de estar unido face a elas. Unidade não quer dizer, bem

entendido, unanimismo.

O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — Nem unicidade!

O Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: — A unidade de que precisamos é a que se funda no debate

democrático e na prossecução do interesse nacional. Defendemos o interesse nacional mantendo o consenso

que reforça a posição portuguesa no quadro europeu e não quebrando esse consenso para tentar tirar partido

na política interna. Defendemos o interesse nacional, debatendo as soluções que revigorem a economia e o

Estado português e não jogando o jogo muito perigoso de esperar ganhos partidários das perdas do País.

Aplausos do PS.

Ninguém, esteja no Governo ou fora dele, esteja no apoio ao Governo ou na oposição, se deve considerar

dispensado desta responsabilidade de contribuir na diversidade que caracteriza o Parlamento para a unidade

em defesa do interesse nacional. O interesse nacional é combinar crescimento económico, estabilização

financeira e consolidação orçamental.

Aplausos do PS.

É disso que precisamos. E é isso que vamos conseguir.

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