O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

1 DE OUTUBRO DE 2016

39

O Sr. Presidente: — Vamos passar à votação…

Pausa.

Entretanto, inscreveu-se, para uma intervenção, o Sr. Deputado Pedro Mota Soares.

Tem a palavra.

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O CDS, sobre esta matéria,

disse sempre que a aplicação de qualquer sanção a Portugal era injusta e injustificada.

Era injusta, porque Portugal cumpriu, conseguiu efetivamente cumprir as suas metas; era injustificada,

porque significava esquecer o enorme sacrifício que o povo português, em conjunto, conseguiu fazer para

assegurar esse cumprimento.

Verdade seja dita, este Parlamento já o reconheceu e votou um projeto de resolução que, curiosamente, faz

esse repúdio. Esse projeto de resolução só não foi unânime porque o Partido Comunista Português se recusou

a aceitar uma expressão factual e, isso sim, teria dado força à posição do Estado português dentro e fora de

fronteiras para defender o seu interesse.

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Muito bem!

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — É verdade! Bem lembrado!

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Foi o Partido Comunista Português que quebrou essa mesma

unanimidade e enfraqueceu a posição do Estado português.

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o CDS continua a fazer claramente, nesta matéria, a defesa de

Portugal e dos portugueses.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Falso!

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — Não é falso, não!

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Seremos, inequivocamente, contra qualquer suspensão de fundos.

Dizemo-lo aqui, dizemo-lo em Bruxelas e trabalharemos de forma construtiva com todos os que queiram ajudar

o Estado português para que essa suspensão não venha a acontecer. Mas há, de facto, uma linha que nos

separa e que julgávamos que também separava o Partido Socialista do Partido Comunista Português. É que o

Partido Comunista Português é contra a União Europeia, é contra a pertença de Portugal ao euro e, como é

óbvio, nesse sentido, é também contra que Portugal receba fundos comunitários, porque por vossa vontade

Portugal não estaria na União Europeia.

Aplausos do CDS-PP.

Foi aqui usada uma expressão que agora quero devolver ao Partido Comunista Português. O Sr. Deputado

João Oliveira falou da «queda das máscaras». É o Partido Comunista Português que tem de ser desmascarado

aqui neste debate. Sabemos muito bem por que é que os senhores estão a apresentar este voto.

O Sr. Presidente: — Já ultrapassou o tempo de que dispunha, Sr. Deputado.

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Sabemos muito bem que o que os senhores querem dizer é que

qualquer medida do Orçamento do Estado é forçada por Bruxelas, não é uma opinião, não é uma escolha do

Partido Comunista Português.

Páginas Relacionadas
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 8 36 Submetido à votação, foi aprovado, com v
Pág.Página 36
Página 0037:
1 DE OUTUBRO DE 2016 37 O Sr. Miguel Morgado (PSD): — Portanto, teremos de t
Pág.Página 37
Página 0038:
I SÉRIE — NÚMERO 8 38 Protestos do PSD e do CDS-PP.
Pág.Página 38
Página 0040:
I SÉRIE — NÚMERO 8 40 O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Pois é!
Pág.Página 40
Página 0041:
1 DE OUTUBRO DE 2016 41 O Sr. Hugo Costa (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deput
Pág.Página 41
Página 0048:
I SÉRIE — NÚMERO 8 48 O PCP não acompanha estes votos, porque está so
Pág.Página 48