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13 DE OUTUBRO DE 2017

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Para encerrar o debate, tem a palavra a Sr.ª Deputada Margarida Mano.

A Sr.ª MargaridaMano (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Nesta intervenção de encerramento

do debate, começo por agradecer as questões que foram colocadas pela Deputada Elza Pais, pelo Deputado

Pedro Mota Soares e pela Deputada Ana Virgínia Pereira, às quais passo a responder.

Perguntaram-me onde é que eu estava entre 2011 e 2015. Estava no esforço coletivo do País, com

responsabilidades financeiras numa universidade, a dar o meu contributo para o País sair da bancarrota. Era aí

que eu estava.

Aplausos do PSD e de Deputados do CDS-PP.

E porque não pretendia, e não pretendo, estar uma segunda vez nessa situação, em qualquer lugar, estou

no Grupo Parlamentar do PSD a dar o meu contributo apresentando propostas muito concretas que só podem

ser uma base construtiva de trabalho.

Naturalmente que a questão da produtividade é central neste debate e a questão da ciência é muito

importante, mas não é central, isto é, não referimos o dossier relativo à ciência porque o debate não é sobre

ciência, é sobre conhecimento e criação de valor.

A valorização do conhecimento é um tema de fronteira entre dois mundos, um tema no qual temos investido

muito, em que estamos a investir enquanto País e em que vamos continuar a investir.

O Sr. JoséCesário (PSD): — Muito bem!

A Sr.ª MargaridaMano (PSD): — Trata-se de um tema complexo, em relação ao qual é difícil discutir sem

estar sentado num dos lados. Vimos isso hoje aqui, em que, de uma maneira ou de outra, quase todos nos

colocámos num dos lados: ou no lado do mundo académico, da ciência, ou no lado da economia. É muito difícil

considerar, de uma forma abrangente, todos os agentes e intervenientes neste processo. É, de facto, um tema

complexo.

Há, neste Parlamento — e penso que, hoje, isso ficou muito claro —, quem considere que estes dois mundos

são completamente separados e que só continuando separados é que haverá caminho para o progresso do

País. Isto ficou claro por haver, por exemplo, quem ache que os docentes que trabalham em empresas são mão-

de-obra gratuita a ser fornecida a essas empresas. Julgo que este é o pensamento do Bloco de Esquerda e do

Partido Comunista Português.

Com esta visão, não há possibilidade de discussão ou, pelo menos, de um resultado de discussão. Aliás,

haverá sempre um resultado de discussão, não haverá é um resultado construtivo e construído em conjunto.

Felizmente, o PSD não está sozinho neste Parlamento a achar que é assim; também o CDS e o PS pensam

da mesma maneira. O PSD considera que estes dois mundos coabitam e só se fortalecem no diálogo. Contudo,

há uma diferença profunda em relação ao que nos separa do PS: para o PS, fazer pouco e fazer com nomes

diferentes chega; para o PSD, nunca chegará fazer muito, nunca chegará prosseguir com o que os outros de

bom fizeram e nunca chegará muito show-off.

O Sr. LuísMonteiro (BE): — Para o PSD o que é bom é pouco e mal!

A Sr.ª MargaridaMano (PSD): — Acreditamos que este é um debate importante e que todos os esforços

não são suficientes — os esforços dos dois mundos, os esforços da academia, dos cientistas e da economia

real e também o esforço de todos aqueles e de todos os grupos políticos que acreditam que é importante haver

esse diálogo.

A incerteza sobre o futuro é muito grande e, portanto, achamos que, por muitas políticas que estejam em

andamento, é muito importante não descurar tudo aquilo que são formas, alternativas e contributos diferentes

para prosseguir.

Portanto, o PSD acredita que este processo legislativo pode constituir uma oportunidade de debate,

naturalmente com todas as forças sindicais e de conselho social, que não podem estar de fora até pela conceção

que temos.

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