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I SÉRIE — NÚMERO 17

20

É inadmissível, inaceitável e nós denunciamos isso mesmo nesta Assembleia.

Aplausos de Deputados do PSD.

O Sr. Presidente: — Ainda sobre este artigo, tem a palavra o Sr. Deputado Luís Vilhena, do PS.

O Sr. Luís Vilhena (PS): — Sr. Presidente, aquilo que ouvimos o Deputado Paulo Neves dizer contém uma

série de falácias e até, inclusive, alguma ficção científica.

Risos do Deputado do PS Carlos César.

É que o Sr. Deputado disse que já havia a construção de um hospital e, de facto, não há a construção de um

hospital. E nós só estamos a discutir este assunto do hospital da Madeira porque o PS conseguiu inscrever o

compromisso da comparticipação de 50% da despesa relativa à construção do hospital — sublinho, da

construção do hospital.

O Sr. João Paulo Correia (PS): — Bem lembrado!

O Sr. Luís Vilhena (PS): — Aliás, não faz qualquer sentido haver uma verba específica para este assunto

da construção do hospital quando o Governo Regional ainda nem sequer concluiu a aquisição e expropriação

de terrenos e ainda não fez o projeto de acordo com o novo programa funcional. Portanto, não faz qualquer

sentido.

Assim, nós mantemos, no Orçamento do Estado para 2018, o compromisso, que constava do Orçamento do

Estado para 2017, de cofinanciar em 50% a construção do hospital. E isto porque o Sr. Primeiro-Ministro também

teve em consideração que a construção deste hospital da Madeira era um projeto de interesse comum.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Ainda sobre este artigo 9.º, tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Magalhães, do CDS-

PP.

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados:

Este artigo e esta proposta, do PSD, sobre o hospital da Madeira (e poderíamos falar também do hospital do

Seixal), são o espelho deste Governo e desta maioria. Isto é, primeiro, vão aos locais, fazem promessas às

populações, fazem o anúncio, as capas dos jornais, a festa; depois, chegam a Lisboa e esquecem-se daquilo

que fizeram. Está feito o «número» mas não há orçamento.

Ouvimos o Sr. Deputado Luís Vilhena dizer «nós comprometemo-nos com o hospital da Madeira» — e

poderíamos falar também do hospital do Seixal. Mas, Sr. Deputado, nós, quem? Nós, quem?!

Protestos do PS.

O senhor? O PCP? O Bloco de Esquerda? Ou o Governo? É que os senhores aprovaram um Orçamento

que é a prova do vosso tipo de política: vão, anunciam e mentem! Aqui, não é uma cativação, é uma mentira.

Os senhores prometem, no Seixal, um hospital para o Seixal e aprovam, em Lisboa, um Orçamento que dá zero.

Prometem, na Madeira, um hospital para a Madeira e aprovam, em Lisboa, um Orçamento que dá zero.

Protestos do PS.

O Sr. Filipe Neto Brandão (PS): — 50%!

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Os senhores, nessa matéria, têm uma política, que é esta: anunciam

e, depois, não pagam. E disso já ouvimos falar e já vimos algo muito parecido há alguns anos.

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