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I SÉRIE — NÚMERO 76

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O Sr. João Oliveira (PCP): — Isso é que é lamentável!

O Sr. Carlos César (PS): — Termino, Sr.as e Srs. Deputados, dizendo que, hoje, o PS pode voltar a dizer,

ainda com maior ênfase do que há um ano: estamos a preparar um futuro mais seguro; Portugal prestigia-se no

exterior e os portugueses contam cada vez mais para Portugal.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado Fernando Negrão.

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Deixo um primeiro comentário de

enlevo dirigido ao Bloco de Esquerda e ao PCP, uma vez que, já rendidos às políticas de austeridade,

aproveitaram este tempo não para maldizerem a União Europeia e o euro, não para, a despropósito, poderem

diabolizar a NATO, não para criticar veementemente as políticas neoliberais produtoras de austeridade.

Protestos do Deputado do PCP Bruno Dias.

Não, não foi para isto que usaram a palavra. Foi, sim, para discutir décimas do défice orçamental.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Não precisava disso para concordar com o PS!

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — O neoliberalismo que tanto evocam, fazendo dele a acusação máxima…

O Sr. João Oliveira (PCP): — Sinceramente!

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — … às políticas que não são as suas, na tradição maniqueísta daqueles

que não são por mim são contra mim,…

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Olha quem fala em tradição maniqueísta!

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — … está reduzida quê, Srs. Deputados? A uma simples discussão acerca

de umas simples décimas de défice! É a isto que estão reduzidos os Srs. Deputados do Bloco de Esquerda e

do PCP.

A Sr.ª Inês Domingos (PSD): — Bem lembrado!

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — É falso!

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — Engolindo sapos e seguindo em frente!

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Somos vegetarianos!

O Sr. Fernando Negrão (PSD): — Muito poucochinho, Srs. Deputados. Muito poucochinho!

Aplausos do PSD.

Faço um segundo comentário para, realçando embora a importância da redução do défice e da dívida, dizer

que, para o efeito, é urgente outro caminho que não o proposto pelo Governo e pelo Partido Socialista.

O caminho do Governo é o da passividade, é o da facilidade, é o caminho do «deixa andar que isto há de

correr bem». Se não, veja-se: o crescimento de 2,3%, assinalado pelo Governo, não se deve a reformas por ele

levadas a cabo mas, sim, ao poder de arrastamento da economia mundial que, felizmente, está a crescer, …

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