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19 DE MAIO DE 2018

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A Assembleia da República, reunida em Plenário, manifesta o seu pesar pelo falecimento do tenente-coronel

Álvaro Henrique Fernandes e transmite as suas mais sinceras condolências aos seus familiares e amigos.».

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar.

Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, de Os Verdes e do PAN e

abstenções do PSD e do CDS-PP.

Passamos ao voto n.º 539/XIII (3.ª) — De pesar pelo falecimento do Professor Raul Miguel Rosado

Fernandes, apresentado pelo CDS-PP e subscrito por Deputados do PS e do PSD, que vai ser lido pelo Sr.

Secretário, Deputado António Carlos Monteiro.

O Sr. Secretário (António Carlos Monteiro): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o voto de pesar é do

seguinte teor:

«Na História da Guerra do Peloponeso, de Tucídides, podemos ler as palavras do elogio dos mortos,

enunciadas por Péricles há quase 2400 anos, em que o ateniense afirma a forma de governo da sua cidade: ‘E

chama-se democracia, não só porque é gerida segundo os interesses não de poucos, mas da maioria, e porque,

segundo as leis (…) todos os cidadãos são iguais’.

Faz sempre sentido reler esta frase neste Parlamento a que chamamos Casa da democracia. Mas, hoje,

relemos as palavras desse livro também porque foi um antigo Deputado que as traduziu para português do grego

clássico. Um antigo Deputado cuja vida terminou, aos 83 anos, no domingo passado: o Professor Doutor Raul

Miguel Rosado Fernandes.

A morte do Professor Doutor Raul Miguel Rosado Fernandes deixa Portugal mais pobre: a cidade, a pólis

onde nasceu e ensinou, perde um académico brilhante e um político assertivo e o campo, que trabalhou e deu

a conhecer, perde um defensor intransigente.

O Professor Rosado Fernandes foi, reconhecidamente, um homem de muitos mundos.

No mundo académico foi professor catedrático, investigador e tradutor dos clássicos gregos e foi o 16.º Reitor

da Universidade de Lisboa.

No mundo rural teve a responsabilidade de trabalhar o campo e assumiu, então, a sua defesa, promovendo

o associativismo, fundando e presidindo à CAP.

No mundo político foi Deputado e Eurodeputado do CDS e a sua cultura, ironia e rapidez são inesquecíveis

por todos que o conheceram.

Definiu-se como um ‘rústico erudito’, ele que reunia em si, de forma honesta e humilde, tanto de Portugal.

Neste luto, aproveitamos as palavras antigas, ditas por Péricles no seu discurso, e que tão bem se adequam

a Raul Miguel Rosado Fernandes, que foi um dos que, citamos, ‘cultivam a beleza com simplicidade e o saber

sem fraqueza’.

Reunida em Plenário, a Assembleia da República apresenta as condolências à sua família, amigos, alunos

e colegas, pela morte do Sr. Professor Doutor Raul Miguel Rosado Fernandes, que é uma perda para a cultura,

o associativismo e a vida política portuguesa.».

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar.

Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do PS, do BE, do CDS-PP, de Os Verdes e

do PAN e a abstenção do PCP.

Segue-se o voto n.º 545/XIII (3.ª) — De pesar pelo falecimento de Clara Menéres, apresentado pelo PS e

subscrito por Deputados do PSD e do CDS-PP, que vai ser lido pela Sr.ª Secretária, Deputada Idália Salvador

Serrão.

A Sr.ª Secretária (Idália Salvador Serrão): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o voto é do seguinte

teor:

«Faleceu, no passado dia 10 de maio, Clara Menéres.

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