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I SÉRIE — NÚMERO 14

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O Sr. Francisco Rocha (PS): — Por isso, Sr. Ministro, pergunto: para que essa convergência se concretize,

considera a aposta nos Laboratórios Colaborativos e o aumento de vagas do ensino superior aspetos decisivos

dessa estratégia? A convergência desta parcela do território com a média nacional é mesmo um objetivo

estratégico?

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Ministro Pedro Siza Vieira.

O Sr. Ministro Adjunto e da Economia: — Sr. Presidente, Sr. Deputado Francisco Rocha, a aposta no

ensino superior é uma aposta para o País inteiro. Assegurar a consistência do nosso processo de crescimento

económico exige a qualificação dos nossos recursos humanos e exige também que a produção de

conhecimento, que se efetua nas universidades, possa ser trazida para as empresas, para, assim, melhorar a

sua produtividade e competitividade.

Se isso faz parte da estratégia económica do Governo para o País inteiro, é particularmente decisivo

relativamente às instituições de ensino superior no interior. É importante dotarmos estas instituições de mais

condições, particularmente no ensino politécnico. O ensino politécnico distingue-se pela sua proximidade ao

tecido económico das regiões em que está inserido, pela capacidade que tem de valorizar os recursos

endógenos e encontrar novas formas de assegurar, com eles, produtos ou serviços mais competitivos.

Foi por isso que tentámos reforçar o número de vagas no ensino superior no interior, foi por isso que

aumentámos a oferta de cursos superiores profissionais nos territórios do interior, é também por isso que a

nossa estratégia de Laboratórios Colaborativos no interior, peça fundamental do Programa INTERFACE para

trazer conhecimento das instituições de ensino superior e de investigação para as empresas, é decisiva.

Temos já boas experiências do passado: em Castelo Branco, na Guarda, em Bragança, tem havido muita

investigação que valoriza os produtos endógenos da região e ajuda a colocá-los nos circuitos nacionais e

internacionais de comercialização dos produtos agroalimentares. Temos de reforçar esta aposta e, por isso,

abrimos o Laboratório Colaborativo da agricultura de montanha, em Bragança.

O Sr. Presidente: — Sr. Ministro, peço-lhe para concluir. Há mais Deputados inscritos para lhe colocarem

questões e, depois, fica sem tempo para responder.

O Sr. Ministro Adjunto e da Economia: — Sr. Presidente, muito obrigado pela sua advertência.

Como dizia, abrimos o Laboratório Colaborativo da agricultura de montanha, em Bragança, que é uma aposta

decisiva.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para formular as suas perguntas, tem a palavra o Sr. Deputado Ivan Gonçalves, do

Grupo Parlamentar do PS.

O Sr. Ivan Gonçalves (PS): — Sr. Presidente, Sr. Ministro Adjunto e da Economia, fruto de décadas de

abandono e de desinvestimento, Portugal é hoje um País desequilibrado entre duas realidades diferentes, entre

o litoral e o interior.

A desigualdade de oportunidades é, aliás, bastante grande entre quem nasce nos territórios de baixa

densidade populacional e quem nasce nos grandes centros urbanos.

Não nos conformamos com esta realidade. Entendemos que ninguém pode ficar para trás e que não é justo

que alguém que nasça na Guarda, em Bragança ou em Beja, e que opte por ficar na sua terra, esteja hoje

condenado a uma vida com menos oportunidades.

A garantia de coesão territorial é, também, um fator fundamental para a nossa sustentabilidade territorial. É

por isso que esta é uma causa de todos e não apenas daqueles que vivem no interior. É uma causa de todos

os portugueses e é um pilar decisivo para o nosso futuro enquanto País.

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