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6 DE JULHO DE 2019

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Esquece toda a zona ocidental de Lisboa — Alcântara, Ajuda e Belém —, onde 100 000 habitantes continuam

mal servidos de transportes, adia novamente a ligação de Loures à rede do metro, e os utentes de Odivelas e

da zona norte de Lisboa deixam de ter ligação direta ao centro da cidade.

Perante isto, a posição de Os Verdes é muita clara: a expansão do metro deve ser feita para as zonas mais

carenciadas de transportes, como a zona ocidental de Lisboa, e para Loures e rejeitamos o fim da linha Amarela,

assim como rejeitamos a linha circular, que não tem como objetivo melhorar a mobilidade nem dentro nem fora

da cidade, apenas tem como preocupação o desenvolvimento do turismo.

Mas o Governo resolve ignorar tudo isto e criar uma linha circular. Face a isto, a pergunta que se impõe é só

uma: esta linha vai servir quem?

Importa salientar que a contestação por parte das populações, de alguns autarcas, dos trabalhadores e de

técnicos tem vindo a crescer de dia para dia, e com toda a razão. Logo, o Governo deve repensar este plano de

expansão, que de expansão tem, aliás, muito pouco, para que seja participado e vá ao encontro das

necessidades das populações e de uma mobilidade sustentável.

A par de tudo isto, o metro apresenta sérios problemas que destroem a sua capacidade de resposta e para

os quais Os Verdes exigem solução urgente, como a contratação de trabalhadores, a reparação do material

circulante, para que não haja composições paradas, a reparação das portas, escadas rolantes e elevadores,

assim como obras em várias estações.

Face a este quadro, Os Verdes dão o seu contributo através do presente projeto de resolução, como forma

de resolver os problemas que acabámos de enunciar.

Na verdade, estas reivindicações não vêm de agora, são antigas e chegaram até a ser prometidas, mas, a

nível de concretização, a resposta dos sucessivos governos tem sido zero!

Da nossa parte tem havido uma intervenção constante em relação à aposta no transporte coletivo,

determinante para o combate às alterações climáticas, que agora todos se lembram de defender mas quando

chegamos às medidas concretas começam a adiar.

Para terminar, e em nome de Os Verdes, saúdo os milhares de peticionários que motivaram este

agendamento, em especial aqueles que hoje acompanham aqui os trabalhos connosco, reivindicando a

expansão da rede de metropolitano ao concelho de Loures, uma exigência mais do que justa e necessária, tendo

em conta a concretização do direito à mobilidade, os impactos sociais e ambientais e a qualidade de vida das

populações.

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Atenção ao tempo, Sr. Deputado.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Vou terminar, Sr. Presidente.

Fazemos também da nossa voz a voz destes peticionários, no sentido de reclamar urgência nesta medida,

assim como nas restantes que acabámos de apresentar, e continuaremos a bater-nos por isso até que seja uma

realidade.

Aplausos de Os Verdes e do PCP.

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Para apresentar a iniciativa legislativa do PCP, tem a palavra o Sr.

Deputado Duarte Alves.

O Sr. Duarte Alves (PCP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O metro de Lisboa é um serviço

estruturante da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Fechar a rede do metro sobre si mesma, em vez

de abrir perspetivas para a sua expansão, contraria esse propósito. O metro precisa de se expandir, para servir

mais populações, para descongestionar o trânsito e o estacionamento, para levar mais longe o alcance social,

ambiental e de ganho de mobilidade que representa a redução tarifária do passe único.

O Sr. António Filipe (PCP): — Muito bem!

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