O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

02 DE NOVEMBRO DE 2019

15

Com 70 Membros, o novo Governo forma seis equipas de futebol e ainda lhe sobram 4 suplentes.

Risos do PSD.

Um governo grande não é sinónimo de um grande governo. Ao contrário do normal, neste caso, a solução

adotada é pior e mais cara, custa ainda mais impostos aos contribuintes e, muito provavelmente, servirá pior o

País.

Sr. Presidente, mais do que no seu Programa, é, acima de tudo, nas propostas de Orçamento do Estado que

vamos entender a realidade e as opções da ação governativa.

Neste debate em concreto, há aspetos do discurso governativo bem diferentes daquilo que entendemos que

o País precisa e há outros com que tenderíamos a concordar. Só que, relativamente a estes últimos, olhamos

para a sua execução com natural desconfiança, com a desconfiança própria de quem assistiu aos últimos quatro

anos de governação e, por isso, tende a duvidar de que, a partir de agora, tudo possa ser ao contrário.

A nossa primeira diferença consiste, desde logo, na forte prioridade que deveria ser dada ao crescimento

económico, ou seja, ao reforço da competitividade da nossa economia.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Muito bem!

O Sr. Rui Rio (PSD): — Sem o fortalecimento da nossa posição externa, da nossa capacidade de penetração

nos mercados internacionais com bens de maior valor acrescentado, Portugal nunca conseguirá elevar a

qualidade dos seus empregos e o nível dos seus salários para o patamar da média comunitária.

Impunha-se que o Governo elegesse as pequenas e médias empresas (PME) como alvo privilegiado das

políticas públicas com impacto na economia. Apoiar as PME, na sua modernização, na sua internacionalização,

no reforço de seus capitais próprios ou no alívio da carga fiscal que suportam, tem de ser o elemento primeiro

para abrir o caminho que o País tem de prosseguir.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Muito bem!

O Sr. Rui Rio (PSD): — Independentemente das palavras, que o vento e o tempo consigo levam, são

historicamente poucos os créditos da governação socialista nesta matéria.

Assim sendo, a probabilidade de que Portugal possa, de forma relativamente rápida, ter um nível de vida

coincidente com a média comunitária só poderá existir na mesma medida em que existe a probabilidade de se

acertar na lotaria do Natal.

No setor primário da economia, com uma idade média dos agricultores portugueses em torno dos 65 anos,

é de vital importância uma política muito firme e muito consistente de captação de jovens. Sem eles, a agricultura

portuguesa não tem qualquer futuro; sem eles, o interior ficará ainda mais abandonado e o País mais débil e

mais pobre. Infelizmente, a opção do Governo foi ao contrário, foi a de desvalorizar por completo o Ministério da

Agricultura.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Muito bem!

O Sr. Rui Rio (PSD): — No setor da justiça, onde as carências abundam e onde a eficácia não existe, após

uma Legislatura marcada pela injustiça relativa do aumento dos salários dos magistrados, a esperança de

podermos caminhar para uma justiça mais célere, mais transparente e mais eficaz parece ter de ser guardada

no fundo do baú, à espera de melhor oportunidade.

Aplausos do PSD.

Não só a titular da pasta permanece em funções — e, por isso, nada de muito diferente haverá a esperar —

, como a vontade política que transparece do Governo e do PS é, claramente, a de nada de arrojado procurar

fazer, numa área onde o arrojo e a coragem terão de ser elementos nucleares para a mudança.

Páginas Relacionadas
Página 0018:
I SÉRIE — NÚMERO 3 18 O Sr. Presidente: — Faça favor, Sr. Deputado. <
Pág.Página 18