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02 DE NOVEMBRO DE 2019

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Foram precisamente as políticas antiausteridade, devolvendo os direitos e rendimentos, estimulando o

investimento e o consumo, baixando os impostos e trazendo confiança aos agentes económicos, que nos

permitiram cumprir finalmente os objetivos do défice, reduzir a dívida pública e restabelecer a credibilidade

internacional do País.

Aplausos do PS.

Foi esta capacidade de realizar políticas alternativas à receita da troica, dentro e não fora do quadro das

nossas obrigações europeias, que permitiu aos portugueses gastarem menos com os juros, pouparem no IRS

e passarem a dispor de condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias mais favoráveis do

que nunca.

O Governo, que melhorou os rendimentos das pessoas, repôs a normalidade institucional e combateu a

precariedade laboral e que agora se propõe ir mais longe na prestação dos serviços públicos, na proteção social,

na qualificação dos recursos humanos e na modernização da economia, com uma agenda reformista e

progressista, é exatamente o mesmo Governo totalmente empenhado na integração europeia e totalmente

respeitador dos compromissos inerentes a essa integração.

Aplausos do PS.

Não avançámos, no passado, apesar das restrições da União Europeia, mas porque soubemos defender os

nossos interesses e pontos de vista dentro da União Europeia. Não avançaremos, no futuro, apesar de estarmos

na Europa, mas por causa de estarmos na Europa e de contribuirmos ativamente para o futuro da Europa.

Aplausos do PS.

O programa da convergência é, por isso, um programa abrangente e sistemático.

Não basta distribuir. Para distribuir com justiça e equidade precisamos de criar riqueza com conhecimento,

inovação e produtividade. Não basta querer avançar. Para avançar sustentadamente precisamos de seguir

passo a passo, com prudência e segurança. Não basta invocar o povo. Para mobilizar a cidadania e os agentes

económicos e sociais precisamos de respeitar o equilíbrio entre as instituições, praticar a concertação social,

dinamizar a contratação coletiva, seguir, pois, constantemente, uma linha de negociação, de acordo e de

compromisso.

Eis a nossa agenda, progressista e reformista. Eis o nosso método, europeístas, credíveis e adeptos do

gradualismo, do diálogo e dos entendimentos. Eis a natureza deste Governo e do seu Programa, eis o seu

propósito, eis o seu rumo.

Não se espere, pois, do Governo outra leitura do mandato popular se não esta: reforço das condições sociais

e políticas para prosseguir o caminho que começámos a trilhar em 2015,…

Aplausos do PS.

… num quadro europeu e internacional possivelmente mais complexo, mais incerto, mas com confiança na

economia portuguesa, nas capacidades dos portugueses, na nossa vontade coletiva de progredir.

Cometeria um enorme erro de análise quem pensasse que o Partido Socialista e o seu Governo retirariam

dos resultados eleitorais a ideia de que agora se trataria de manobrar taticamente, buscando em cada momento

os equilíbrios necessários para a sobrevivência, numa lógica pisca-pisca, manobrando por aqui ou por ali,

consoante as necessidades e as oportunidades de cada ocasião. Será exatamente ao contrário. Asseguraremos

a continuidade da mudança iniciada em 2015, com rumo estratégico, sem temores nem oscilações, sem desvios

nem hesitações. Foi isso que o eleitorado nos disse, é isso que faremos: responder coerente e sistematicamente

aos desafios estratégicos, com o nosso programa e a nossa linha de rumo.

Aplausos do PS.

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