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21 DE DEZEMBRO DE 2016 7

2. CONTEXTO E CENÁRIO MACROECONÓMICO

2.1. Cenário Macroeconómico para 2017

O cenário macroeconómico reflete a informação mais recente sobre a atividade económica nacional e

internacional, bem como as medidas perspetivadas para 2017. A revisão das Contas Nacionais no período 2014-

2015 e a publicação de Contas Trimestrais para os primeiros dois trimestres do ano foram também incorporadas

na construção do cenário.

Para 2016, projeta-se um crescimento real do PIB de 1,2%, 0,4 p.p. inferior ao observado em 2015. Em

termos trimestrais, espera-se que a atividade económica acelere no segundo semestre do ano, tanto pela

manutenção de contributos positivos da procura interna, como pela melhoria do comportamento das

exportações.

Esta estimativa tem subjacente hipóteses de enquadramento e é sustentada pelos dados trimestrais

divulgados pelo INE e por indicadores avançados e coincidentes de atividade económica em conjugação com

os indicadores qualitativos sobre as expetativas dos agentes económicos.

A estimativa para o PIB real em 2016 representa uma revisão de -0,6 p.p. face ao Programa de Estabilidade

(PE), resultado de um contributo menos positivo da procura interna (de 2,4 p.p. para 1,3 p.p.), compensado

parcialmente por uma revisão do contributo negativo da procura externa líquida (de -0,6 p.p. para -0,1 p.p.). Para

esta evolução da procura global concorreu especialmente o investimento (-5,6 p.p.) e as exportações (-1,2 p.p.),

bem como o consumo privado (-0,4 p.p.), facto que, juntamente com o conteúdo importado diferenciado de cada

uma destas componentes, se reflete num crescimento inferior das importações face ao cenário inicial (-2,3 p.p.).

Assim, a economia portuguesa deverá apresentar uma capacidade líquida de financiamento face ao exterior

equivalente a 1,7% do PIB, registando a balança corrente um saldo positivo de 0,5% do PIB.

Quadro 2.1.1. Principais indicadores

(taxa de variação, %)

2014 2015 2016(p) 2017(p) 2016(p) 2017(p)

PE 2016-20 INE OE 2017

abril/16

PIB e Componentes da Despesa (Taxa de crescimento homólogo real, %)

PIB 0,9 1,6 1,2 1,5 1,8 1,8

Consumo Privado 2,3 2,6 2,0 1,5 2,4 1,8

Consumo Público -0,5 0,8 0,6 -1,2 0,2 -0,7

Investimento (FBCF) 2,3 4,5 -0,7 3,1 4,9 4,8

Exportações de Bens e Serviços 4,3 6,1 3,1 4,2 4,3 4,9

Importações de Bens e Serviços 7,8 8,2 3,2 3,6 5,5 4,9

Contributos para o crescimento do PIB (pontos percentuais)

Procura Interna 2,2 2,6 1,3 1,3 2,4 1,9

Procura Externa Líquida -1,4 -1,0 -0,1 0,2 -0,6 -0,1

Evolução dos Preços

Deflator do PIB 0,8 2,1 2,0 1,5 2,1 1,6

IPC -0,3 0,5 0,8 1,5 1,2 1,6

Evolução do Mercado de Trabalho

Emprego 1,4 1,4 0,8 1,0 0,8 0,7

Taxa de Desemprego (%) 13,9 12,4 11,2 10,3 11,4 10,9

Produtividade aparente do trabalho -0,5 0,2 0,4 0,5 1,0 1,1

Saldo das Balanças Corrente e de Capital (em % do PIB)

Capacidade/Necessidade líquida de f inanciamento face ao exterior 1,0 0,9 1,7 2,2 1,6 1,8

- Saldo da Balança Corrente -0,3 -0,3 0,5 1,0 0,4 0,6

da qual Saldo da Balança de Bens e Serviços 0,2 0,7 1,5 1,9 1,0 1,3

- Saldo da Balança de Capital 1,3 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 Legenda: (p) previsão.

Fontes: INE e Ministério das Finanças.

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