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2 | II Série B - Número: 003 | 6 de Outubro de 2007

VOTO N.º 110/X DE CONGRATULAÇÃO PELO TÍTULO MUNDIAL DO ATLETA FERNANDO ZENGA MACHADO, EM KICKBOXING

Terminou em Belgrado, no passado dia 30 de Setembro, o Campeonato Mundial de Kickboxing.
Portugal, que, à semelhança de 50 outros países, se fez representar, obteve, pela primeira vez na sua história, a medalha de ouro na categoria de 54 quilos, e uma medalha de bronze na categoria de 75 quilos, ambos na disciplina de K1.
A medalha de ouro foi conquistada por Fernando Zenga Machado, atleta do Vitória Sport Clube, de Guimarães, frente ao campeão do mundo em título, o bielorusso Aliaksei Papou.
Já a medalha de bronze foi conquistada pelo atleta José Reis, do clube do Cacém de fitness.
De realçar igualmente o grande empenho, apoio e profissionalismo da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythay, presidida pela Dr.ª Ana Vital Melo.
Os atletas e a federação demonstraram estar à altura da enorme exigência competitiva da prova.
A Assembleia da República congratula-se, assim, pelos resultados obtidos e pela forma como todos os atletas presentes em Belgrado se comportaram, representando e dignificando a bandeira de Portugal.

Palácio de São Bento, 3 de Outubro de 2007.
Os Deputados do CDS-PP: Nuno Teixeira de Melo — Pedro Mota Soares — Hélder Amaral — António Carlos Monteiro — Diogo Feio — Nuno Magalhães — mais uma assinatura ilegível.

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VOTO N.º 111/X DE CONDENAÇÃO PELA VANDALIZAÇÃO DO CEMITÉRIO JUDEU DE LISBOA

No dia 25 de Setembro dois indivíduos invadiram o cemitério judaico de Lisboa, vandalizando as campas com inscrições nazis. Foram destruídas 12 campas, algumas das quais foram pintadas com a cruz suástica e noutras foram arrancadas as placas de identificação. Um dos alegados autores destes crimes tem um cadastro de violência e ofensas racistas.
A comunidade israelita de Lisboa já considerou estarmos perante «um crime contra a comunidade judaica, bem como uma ofensa à sociedade civil portuguesa, à democracia e ao Estado de direito». De facto, a violência anti-semita e o ódio racial não tem lugar em qualquer Estado de direito e numa sociedade democrática e tolerante como a portuguesa.
A irracionalidade dos sentimentos e da violência anti-semita, que nos reaviva a memória das recentes imagens de ataques a sinagogas e profanação de campas noutros países europeus, merece a enérgica condenação deste tipo de atitudes de quem não parece ter aprendido nada com a história do século XX.
Assim, a Assembleia da República reunida em Plenário:

1 — Manifesta a mais profunda e intransigente condenação pelo inaceitável acto de violência anti-semita que ocorreu no cemitério judeu de Lisboa, no qual foram profanadas várias campas e outras foram pintadas com inscrições nazis; 2 — Presta a sua solidariedade à comunidade judaica portuguesa, num claro sinal de que a democracia não tolera e não compactua com este vergonhoso acto de cobardia.

Assembleia da República, 3 de Outubro de 2007.
Os Deputados do BE: Luís Fazenda — Ana Drago — Mariana Aiveca — mais uma assinatura ilegível.

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VOTO N.º 112/X DE CONDENAÇÃO PELA PROFANAÇÃO DO CEMITÉRIO JUDEU DE LISBOA

Na passada semana o cemitério judeu de Lisboa foi alvo de profanação.
Para além da total ausência de respeito pelos mortos e pelas suas famílias, este acto de vandalismo apresenta evidências de estar relacionado com grupos anti-semitas com ameaça de violência.
O anti-semitismo é uma das maiores tragédias da história. Nenhum Estado de direito pode contemporizar com esse fenómeno.
A liberdade e a tolerância religiosas são valores civilizacionais muito importantes. Portugal deve honrar esses valores.

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