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3 | II Série B - Número: 184 | 28 de Junho de 2013

Foi membro da direção-geral da Associação Académica de Coimbra e um dos dirigentes e símbolos da greve académica de 1969, em Coimbra. Um homem sempre fiel aos seus ideais de defesa da liberdade e da democracia. A sua coragem, verticalidade e coerência foram decisivas em momentos-chave do movimento estudantil. Características essas que lhe granjearam sempre uma enorme autoridade e respeito públicos.
Na luta clandestina contra a ditadura e pós 25 de abril, como militante do PCP, foi membro do seu Comité Central e Deputado, confirmando as suas excecionais qualidades pessoais.
Abandonou o PCP na década de 80, tendo sido posteriormente Deputado pelo Partido Socialista e membro ativo dos seus órgão nacionais, sem nunca ter deixado de assumir o seu passado e história pessoais.
Osvaldo Castro, em todos os cargos que desempenhou, cultivou uma cultura de abertura democrática, de grande tolerância e afabilidade, sendo um apaixonado pelo Direito, pelo diálogo e pela intervenção cívica.
Tinha o dom valiosíssimo de saber negociar soluções para problemas considerados difíceis e até insolúveis.
Afetivamente ligado à Marinha Grande, exerceu o cargo de Presidente da respetiva assembleia municipal durante cerca de vinte anos. Desenvolveu também uma intensa atividade parlamentar, tendo sido Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias nas X e XI Legislaturas, VicePresidente da bancada parlamentar do Partido Socialista e membro da Delegação da Assembleia da República à Assembleia Parlamentar da OSCE (Organização de Segurança e Cooperação Europeia) entre 2005 e 2011.
Desempenhou ainda as funções de Secretário de Estado do Comércio (1997-2000) e foi membro da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos durante 11 anos.
O empenho que sempre dedicou à causa política foi reconhecido em 1999, na celebração dos trinta anos das lutas estudantis contra a ditadura, ao ser agraciado com a Grã Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.
Homem de valores, inconformado no aprofundamento da democracia, disse-o, de modo lapidar, na Sessão Solene Comemorativa do 25 de abril de 2008: 'Subo a esta tribuna (…) para saudar o 25 de Abril da liberdade, da tolerância, da igualdade e da fraternidade; o 25 de Abril da democracia, da descolonização e do desenvolvimento; o 25 de Abril da paz, mas também das utopias e dos sonhos ainda por concretizar.
Osvaldo Castro honrou a política e a democracia, honrou o Parlamento e os grupos parlamentares que tiveram o privilégio de o ter como Deputado, mas foi sobretudo um humanista, homem bom, corajoso e desassombrado, coerente, amigo dos seus amigos, um ativista cívico incansável e um parlamentar que nunca poderá ser esquecido.
A Assembleia da República, reunida em Plenário, evoca a memória de Osvaldo Castro e apresenta à sua família as mais sinceras condolências.

Os Deputados, Alberto Martins (PS) — Maria de Belém Roseira (PS) — Luís Montenegro (PSD) — Teresa Caeiro (CDS-PP) — Pedro Lynce (PSD) — Rosa Maria Bastos Albernaz (PS) — Luís Menezes (PSD) — Nuno Encarnação (PSD) — Nuno Magalhães (CDS-PP) — Pedro Filipe Soares (BE) — Correia de Jesus (PSD) — Heloísa Apolónia (PEV) — José Luís Ferreira (PEV) — Carlos Zorrinho (PS) — Paulo Pisco (PS) — Francisco de Assis (PS) — Ana Catarina Mendonça Mendes (PS) — Eurídice Pereira (PS) — Sérgio Sousa Pinto (PS) — José Lello (PS) — Odete João (PS) — Miguel Laranjeiro (PS) — João Paulo Pedrosa (PS) — Luís Pita Ameixa (PS) — Jorge Lacão (PS) — Nuno Sá (PS) — Inês de Medeiros (PS) — Ricardo Rodrigues (PS) — Maria Helena André (PS) — Hugo Velosa (PSD) — Alberto Costa (PS) — Ferro Rodrigues (PS) — Mota Andrade (PS) — Isabel Oneto (PS) — António Gameiro (PS) — Elza Pais (PS) — António Filipe (PCP) — Luísa Salgueiro (PS) — Ramos Preto (PS) — Jorge Fão (PS).

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