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18 DE OUTUBRO DE 2017

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Assim, reunida em sessão plenária, a Assembleia da República condena o bárbaro ato terrorista perpetrado

em Mogadíscio e reafirma a condenação do terrorismo e o empenhamento de Portugal no combate a esta

ameaça, manifestando o seu pesar às autoridades e cidadãos da República Federal da Somália, às famílias e

amigos de todas as vítimas.

Palácio de São Bento, 18 de outubro de 2017.

Autores: Carlos César (PS) — Pedro Delgado Alves (PS) — Filipe Neto Brandão (PS) — André Silva (PAN)

— Santinho Pacheco (PS) — Júlia Rodrigues (PS) — Marisabel Moutela (PS) — José Manuel Carpinteira (PS)

— Lúcia Araújo Silva (PS) — João Marques (PS) — Francisco Rocha (PS) — Joaquim Barreto (PS) — Eurídice

Pereira (PS) — Palmira Maciel (PS) — Rui Riso (PS) — Carla Tavares (PS) — Fernando Anastácio (PS) —

Maria Augusta Santos (PS) — Hugo Costa (PS) — Bacelar de Vasconcelos (PS) — Diogo Leão (PS) — Pedro

do Carmo (PS) — Norberto Patinho (PS) — Luís Graça (PS) — Isabel Alves Moreira (PS) — Ivan Gonçalves

(PS) — João Torres (PS) — Joana Lima (PS) — Ricardo Bexiga (PS).

Outros subscritores: Álvaro Batista (PSD) — António Costa Silva (PSD) — Bruno Coimbra (PSD) — Pedro

Pimpão (PSD) — Luís Pedro Pimentel (PSD) — Margarida Mano (PSD).

________

VOTO N.º 419/XIII (3.ª)

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE RUTH ESCOBAR

A atriz e produtora Ruth Escobar, natural do Porto, profundamente conhecida nos meios culturais, políticos

e sociais brasileiros, morreu na passada quinta-feira, 5 de outubro, aos 82 anos, em São Paulo, vítima de doença

prolongada.

Maria Ruth dos Santos Escobar mudou-se para o Brasil em 1951, onde veio a casar com o dramaturgo e

filósofo brasileiro Carlos Henrique Escobar, e se veio a tornar uma das figuras mais proeminentes do teatro

brasileiro, com um vasto currículo no plano cultural e uma vida dedicada à defesa dos direitos das mulheres

brasileiras.

Em 1964, Ruth Escobar inaugurou um Teatro com o seu nome e, em 1974, criou o primeiro Festival

Internacional de Teatro de São Paulo, que permitiu levar ao Brasil um significativo conjunto de destacados

autores e intérpretes do panorama teatral mundial.

Após o 25 de abril de 1974, Ruth Escobar regressou a Portugal para apresentar “Autos Sacramentales”, uma

produção sobre Caldéron de la Barca, que tinha tido um destaque considerável na Bienal de Veneza.

Nos anos 80 veio a afastar-se dos palcos tendo chegado a ser eleita deputada estadual durante dois

mandatos, entre 1983 e 1991, ampliando a representação das mulheres nas estruturas políticas. Fez também

parte do movimento de resistência à ditadura, tendo sido presa por três vezes. Foi uma das fundadoras da Frente

de Mulheres Feministas do Estado de São Paulo, nos anos 70.

Presidiu ao Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres Brasileiras, entre 1985 e 1986, e exerceu, durante

quatro anos a representação do Brasil no Comité das Nações Unidas de Monitorização e Acompanhamento da

Convenção pela Eliminação da Discriminação contra as Mulheres.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, apresenta as suas mais sentidas

condolências à Família de Ruth Escobar, destacando o seu papel na vida cultural brasileira e na defesa da

igualdade de género no Brasil.

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