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6 DE JULHO DE 2018

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Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa a sua congratulação pela

participação do Conservatório Internacional de Dança Annarella Sanchez Portugal na final do Dance World Cup

2018, louvando a brilhante prestação de Carolina Costa e restante delegação portuguesa.

Palácio de São Bento, 5 julho 2018.

Os Deputados do PSD: José Carlos Barros — Luís Pedro Pimentel — Cristóvão Crespo — Cristóvão Crespo

— Maria Germana Rocha — Carlos Alberto Gonçalves — Susana Lamas — Helga Correia — Sara Madruga da

Costa — Fernando Virgílio Macedo — António Costa Silva — Carlos Silva — Jorge Paulo Oliveira — Bruno

Coimbra — Laura Monteiro Magalhães — Ana Oliveira — Maria Manuela Tender — Hugo Lopes Soares —

António Lima Costa — Maria das Mercês Borges — Carlos Alberto Gonçalves — Carlos Páscoa Gonçalves —

Berta Cabral — Fátima Ramos — Maurício Marques — Sara Madruga da Costa — Joel Sá — Sandra Pereira.

Outros subscritores: Palmira Maciel (PS) — Joaquim Barreto (PS) — João Gouveia (PS) — Rui Riso (PS) —

Lúcia Araújo Silva (PS) — Maria da Luz Rosinha (PS).

————

VOTO N.º 596/XIII (3.ª)

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE RICARDO CAMACHO

Médico virologista com uma ação relevante no combate ao HIV e músico de grande talento, Ricardo Camacho

era um português notável que morreu aos 64 anos.

Nascido no Funchal, mudou-se para Lisboa para estudar Medicina. Manteve intensa atividade como produtor

musical, músico e compositor. Criou, com Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso, a mítica editora

Fundação Atlântica.

No início dos anos 80 integrou, primeiro como produtor e mais tarde como músico, a Sétima Legião, uma

banda com forte influência do ambiente musical britânico, entre os quais dos Joy Division.

O grupo integrado por Rodrigo Leão, Pedro Oliveira, Nuno Cruz, Gabriel Gomes, Paulo Marinho, Paulo

Abelho e Francisco Menezes, marcou o panorama nacional durante duas décadas. A Um Deus Desconhecido,

o primeiro álbum do grupo, ou as canções Sete Mares e Por quem não esqueci fazem parte do património da

música portuguesa destas décadas e têm o cunho de Ricardo Camacho.

Apesar da sua extrema discrição, a carreira musical granjeou-lhe grande popularidade no meio musical e

entre o público. No entanto, foi a Medicina, que pensou em abandonar enquanto estudante, que viria a trazer-

lhe grandes compensações profissionais e pessoais.

Ricardo Camacho trabalhou no IPO e no Hospital Egas Moniz. O seu trabalho foi fundamental na implantação

de testes de resistência ao HIV para determinar as terapêuticas mais indicadas nos casos de doentes com

resistência às terapêuticas convencionais.

Foi consultor da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, participou em vários estudos internacionais sobre

a doença. É destacada por colegas a sua permanente disponibilidade e a sua grande dedicação e humanidade

como cidadão empenhado em ajudar estes doentes.

A ligação à música manteve-se presente na sua vida. Em 2012 esteve presente no aniversário da Sétima

Legião, banda que, na comemoração dos seus 30 anos, reeditou todos os discos e realizou uma digressão pelo

País.

Em 2013 começou a trabalhar como investigador no Rega Institute for Medical Research em Lovaina, na

Bélgica, onde morreu na madrugada de dia 4 de julho.

A Assembleia de República lamenta a perda de um médico que se destacou pela relevância internacional do

seu trabalho e pela dedicação no combate ao HIV e de um músico que se notabilizou na criação de um universo

musical único e inconfundível, ajudando a projetar a música portuguesa no panorama mundial.

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