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II SÉRIE-B — NÚMERO 57

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consequente demora na chegada à unidade de saúde, informando que o documento entregue faz também

referência a este tipo de situações.

Os peticionários concluíram, referindo que não solicitavam qualquer intervenção extraordinária, apenas a

criação de condições de segurança da via, a sua requalificação e, num ou noutro local, o seu alargamento,

para que pudessem passar dois carros em simultâneo. Afirmaram que o custo da intervenção solicitada

rondaria os 4 milhões de euros, fizeram o contraponto com os valores para apoio à redução tarifária dos

transportes públicos em Lisboa e no Porto e alertaram para a necessidade de se olhar para o interior e criar

condições para resolução deste problema.

Usou da palavra o Senhor Deputado Pedro Alves (PSD), que cumprimentou os peticionários e referiu que o

PSD acompanhava esta matéria com bastante preocupação e proximidade. Referiu os planos de proximidade

aprovados pelo anterior Governo, que previam a intervenção nesta via, a iniciar-se em 2016. Questionou se a

câmara municipal já tinha reunido com o Governo para discutir este assunto, se tinha havido algum

compromisso por parte do Governo e se já tinham reunido com a Infraestruturas de Portugal. Afirmou que o

estado em que a estrada se encontrava aumentava a exposição das pessoas a riscos e eventuais acidentes,

tendo questionado sobre tempo de resposta a emergência noutros locais servidos pela EN225. Expressou

preocupação com exigência de mais compromisso do Governo, porque, afirmou, no dia anterior tinha ficado a

saber-se que haveria uma redução de investimentos públicos, anunciada pelo Ministro das Finanças e reiterou

que o PSD mantinha o compromisso de colocar e manter esta preocupação na primeira linha do combate

político.

Por sua vez, o Senhor Deputado Fernando Barbosa (BE), após cumprimentar os peticionários, afirmou que

não podia deixar passar em branco a responsabilidade dos Governos anteriores no estado desta estrada, que

investiram muito em autoestradas e declinaram a manutenção destas vias. Referiu a transferência de algumas

competências para os municípios e questionou se Castro Daire tinha aceitado essa transferência no que

tocava às estradas e, em caso afirmativo, se já tinha diligenciado para que a estrada fosse reparada antes de

passar para a esfera da câmara municipal.

O Senhor Deputado Bruno Dias (PCP) cumprimentou os peticionários e agradeceu a documentação e a

partilha dos alertas que fizeram, que levava mais longe o que já constava da petição. Referiu o

acompanhamento do tema pelos grupos parlamentares bem como o projeto de resolução que o PCP

apresentou sobre o assunto e dos apresentados por outros grupos parlamentares. Defendeu que o estado de

degradação e perigo desta estrada não se tinha iniciado há 4, 5 ou 6 anos e que o problema vinha de tão

longe que, quando durante o processo de discussão e aprovação do Orçamento do Estado se votava o

PIDDAC, que traduzia os investimentos concretos, já o PCP apresentava propostas para reforço da verba

destinada à requalificação da EN225. Valorizou a luta das populações a respeito desta causa e considerou

justa a reivindicação, tendo questionado que diálogo e resposta tinha havido por parte da Infraestruturas de

Portugal e do ministério da tutela nesta matéria.

Antes de passar a palavra aos peticionários, o Senhor Deputado José Rui Cruz (PS), relator da petição,

realçou a intervenção cívica dos peticionários, lembrou que o problema não tinha surgido na presente

legislatura, mas cada dia se agravava mais, e que nas últimas décadas tinha havido a construção de uma rede

de autoestradas e eixos principais, tendo ficado esquecidas as estradas que fazem a ligação a esses eixos

principais. Afirmou que o PS estava sensível para esta situação, que irá continuar a acompanhar. Questionou

sobre o ponto de situação do contacto dos peticionários com a Infraestruturas de Portugal.

Tornou a usar da palavra o Comandante dos Bombeiros de Castro Daire, para responder que os tempos de

socorro no concelho são muito elevados quando a emergência é numa das ‘pontas’ do concelho, chegando a

3h ou 3h30m, caso a evacuação não se faça por via aérea. Esclareceram que, por exemplo, no inverno não

podem ir a Cinfães, que fica mais perto, por causa da neve ou do gelo.

O Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire informou que tinha tomado um conjunto de diligências

antes de iniciar a recolha de assinaturas para a petição, tinha reunido com a Infraestruturas de Portugal e tinha

percebido que não estava prevista qualquer atuação. Fez também referência a uma reunião na Comunidade

Intermunicipal de Viseu Dão Lafões com o Ministro da tutela e o Presidente das Infraestruturas de Portugal, na

qual entregaram um dossier sobre o assunto e até agora não tinham recebido resposta. Afirmou que a

população também já estava descrente na resolução deste problema e lembrou que em 2014/2015 tinha sido

criada uma expectativa de que a obra se iniciaria em 2016/2017 e nada disso tinha acontecido.

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