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hum Patricio, a hum Portuguez, o ter desafiado a vossa sensibilidade com ideias tristes, quando o dia he só de jubilo, e de alegria, ponde-vos na minha posição individual, e então me justificareis: a Natureza, o sangue, e o dever he quem falla. - Salvai as Ilhas, mandai já resgatar meu Pai, Mãi, Irmãos, e mais Concidadãos.

O senhor Ferrão. - Apoyo a moção do senhor Bettencourt. Eu estive quatro annos na Ilha Terceira, conheço o que ella he, conheço aquelles Habitantes: requeri a este Congresso logo ao principio, que se mandasse á Ilha Terceira huma Fragata buscar o Governador e o Bispo; e hoje, apoyando a moção do senhor Bettencourt, peço que se mande hum Brigue com estas faustas novas â Ilha Terceira, onde estão presos muitos do resto da Septembrisada; está preso José Carlos de Figueiredo. Iguacio Quintino do Avelar, e outros: eu fui seu companheiro na desgraça, he necessario que requeira nesta, Assemblea a sua liberdade: está preso José Leite, fidalgo daquella Ilha, que sempre distinguio muito todos os presos da Fragata Amasona: requeiro pois, que se mande hum Brigue a dar parte do Decreto, e que traga o Bispo e o Governador para Lisboa.

O senhor (não vinha o nome). Proponho que saia a Fragata Perosa.

O senhor Borges Carneiro. - Não nos admiremos de que Stokler obre assim, porque foi hum homem que viveo na Corte.

O senhor Sarmento. - Aulico.

O senhor Borges Carneiro. - Proponha-se o resultado da minha moção, que consiste em se acabarem todas as differenças de opiniões, principalmente politicas, escrevendo-se na Acta este pensamento, fazendo-se o mesmo que se fez na Bahia e Pará; e muito principalmente que se tire dentre nós essa celebre divisão de liberaes e menos liberaes, &c.

O senhor Annes de Carvalho. - Estas moções não são propriamente moções, são sentimentos: sentimentos inspirão-se, não se prescrevem. Todo o Congresso está possuído dos sentimentos mais generosos possivel: todos nós abraçamos os nossos Concidadãos: infeliz aquelle a quem tantos successos não tem inspirado sentimentos de união e fraternidade! He de esperar que todos os Portuguezes se congratulem, e se abracem comnosco.

O senhor Ferrão. - Eu advogo a causa do meu Prelado: e como seus Aulicos he que o tinhão levado áquelle ponto de fatalidade, e desgraça de mandar jurar sem restricção todo o seu Clero, girando elle com restricção; como seus Aulicos tinhão sido causa disto, e como agora ouvi dizer que elle tinha pedido algum tempo para se resolver e jurar as Bases, creio que elle as jurará; e como Sua Magestade lançou de si os grandes Aulicos que arruinavão o seu governo, tambem o meu Patriarcha lançará de si os poucos Aulicos que arruinavão o seu, e o conduzião á maior das desgraças.

O senhor Borges Carneiro.- Pesso licença para acclarar a minha moção. Desejava que o Augusto Congresso estivesse disposto a permittir a restituição á Capital de hum Cidadão hum pouco dessidente de nós, logo que elle manifeste desejos de entrar na nossa ditosa communhão.

O senhor Sarmento - Estes são os termos em que apoyei a moção do senhor Borges Carneiro, isto he? jurando o Patriarcha sem restricção alguma, e dando numa satisfação á Nação.

O senhor Braamcamp. - Proponho que se avise a Regencia que mande Governador para a Ilha Terceira, e que empregue todos os meios para alli se -(não vinha o resto).

O senhor Alves do Rio. - E retirar de lá o Bispo.

O senhor Ferrão.- O Bispo he hum homem que não tem charidade (A' ordem).

O senhor Annes de Carvalho.- Nada de objectos funestos: hoje tudo devem ser objectos de regosijo, não misturemos a tristeza com a alegria.

O senhor Presidente.- Os objectos não podem deixar de ser contemplados nesta Assemblea.

O senhor Ferrão.- He necessario que eu declare, que o Bispo desde que poz o pé em Portugal até que sahio ... (A' ordem, nada de accusações).

O senhor Moura. - Não permitta V. Exa. hoje accusação nenhuma nesta Assemblea: he dia de grande regosijo, e não se devem funestar recordações tão plausiveis.

Resolveo-se ordenar á Regenera que, mandando huma Copia do Decreto de S. Magestade e mais papeis, faça logo conduzir a esta Capital o Governador das Ilhas dos Açores, e o Bispo d'Angra, provendo sobre áquelle Governo, e tomando todas as medidas que lhe parecerem mais convenientes para salvar aquellas Ilhas do despotismo que ainda as opprime.

O senhor Secretario Felgueiras leo - duas Cartas da Camera do Funchal: 1.ª protestando o seu respeito e adhesão ao Soberano Congresso: 2.ª agradecendo o acolhimento feito aos seus Deputados: de ambas se mandou fazer honrosa menção. - Hum Officio acompanhando huma representação documentada da mesma Camera ácerca do negocio de Francisco Vicente Spinosa da Camera Perestrello, que se remetteo á Commissão abaixo nomeada - E outra Carta do Tenente Coronel de Milicias de Leiria, felicitando o Congresso em seu nome e do seu Regimento, de que se mandou fazer honrosa menção.

O senhor Annes de Carvalho pedio que se fizesse declaração de que foi esta a primeira Camera do Ultramar que congratulou o Congresso.

O senhor Presidente ponderou a necessidade de se nomear huma Commissão para tratar dos Negocios Ultramarinos.

Foi apoyado, e unanimemente approvada a nomeação dos senhores Arcebispo da Bahia, Luiz Monteiro, e Bettencourt.

Participou-se estar prompta a Capella para se cantar o Te Deum, a que foi assistir todo o Congresso, officiando o senhor Arcebispo da Bahia, e concluida a Solemnidade proseguio a Sessão.

O senhor Barreto Feyo propôs que se devião acolher, e conceder-se asylo a todos os estrangeiros perseguidos por suas opiniões políticas. - Assim se resolveo, havendo comtudo attenção aos Tratados.

O senhor Baeta. - Os acontecimentos do dia 26