EK) -G-O V E & N &
333
se r í a o mesmo que dizer, quebram taça as desT ordens e a desunião entre nós que não esluva-mqs no caso, de ser Nação livre. E será útil-fazer tal declaração,? Eu não quero- agora fazer uma pergunta que já ouvi aqui fazer em voz baixa; mas quecerá o Sr. Deputado nulhor da Proposta, ser aullior de outra para que se suspendam as garantias pessones? NÃO quer de certo, eu f.iço-lhe justiça. Sr. Presidente, não se pôde usar esta linguagem, porque delia cn-« tenderiam todos os miguelislas, O Sr. Midosi:—O que propõe a Commis-sâo é um muito plausível; o que propõem o Sr. Judice, é sem duvida'pelo interesse que toma pela sua Pátria, e como Deputado pelo Algar-' vê insta mais immediatamente pelo interesse 4'aquelles povos; .nisto obra muito louvavelmente : mas por ventura seca conveniente que no Discurso da Coroa se faça menção do Re-ínecbido 1 Pôde por ventura a comparação que se-fez na emenda ter aqui logar 1 Creio cm&não sedirá-quesim.— Fez-se urna comparação com o discurso, do Rei dos Francezes, e diz-se que quando existiram os chpuanS, elle nào deixou í de se referir atai! Nisto não lia comparação: aqui ha uma guerrilha muito pequenrf, lá eram corpos numerosos cora chefas á sua frente, com meios, com ramificações. — O meio que propõe a Commissâo , é o único que devemos seguir, e .por isso não estejamos a perder mais • tempo,- e vote-se pelo ait. da Cotnmissão, que a 'meu ver satisfaz, e evita os inconvenientes que se ponderaram , e aqui não repetirei. • O Sr. Costa Cabral:—E' justamente para fallar em sentido inteiramente contrario ao'Sr.' Deputado que me precedeu,.queeu pedia palavra. O Sr.. Deputado julga que a emenda, que o meu amigo Sr. Silva Sanches apresenta em nome.daComrrMssão, é um meio de conciliação,' « eu julgo.que involve doutrina sobre a quul o Congresso não hade querer compiemetter.-sc a votar agora. O Sr. Silva Sanches diz* que o seu additamento ou emenda, ao mesmo tempo que excluía toda a censura ao Governo continha a idéa da approvação das medidas passadas'; eis-aqui pois-o forte argumento porque-não pôde ser admsttida, medidas ha do Governo que eu heide censurar-; e muito fortemente quando for occasião dpportuna.. como posso então-agora approvár uma emenda, que conte'm a idéa da approv.oçãó a tudo-o-passado'{ Voto.por,.tanto, 1 contra. a< emenda. •' '• O Sr;. Barjona':—Sr. Presidente uma cousa me não hade negar este Congresso certamente q ttâx>'9ou da opinião do St. Leonel,' quando diz que a guerrilha dq Reme.ehidç fíaó ['grandes coqtes.tft.cQes. pohtioaa:; os últimos -ar» mcr.ece tanta consideração ; é verdade, Sr. Pré-, f ranços do partido vencido produzem sempre éít sidentej que eu não terno cjue oR.qm.e.chido.ián' tes/efjdiios. Qp lo^lázes. fcwárri objigãílos' a> fa-1 ee por terra a I^lxudadç; mas te.rno que ella augmente rrrais buas forças, e se .estenda mais. longe. Eu tenho erri meu poder, Sr. Presidente, cantas do Algacve èoique me dizem que ha poucos dias appáfeceram, nd Asinhal 112 Hespa-nboês, montados, e armadp.s , e que se presu*-, mia serem Carlistas que hiam unir-se com-o perverso Remecbido, união que não poderam effectuar pelas acertadas medidas que tomou o digno e il!us.tre Comrriandante Militar do Al-, garvé; mas sã a premeditada união se n.ão rea-hsou, pôde realisar-se em outra occasião, e então causar-nos grande cuidado a tal guerrilha. Por todas estas razões, convém pois, acabar quanto antes com aquelle bando de faeci-noras, e de ladrões; porém poderá o Governo exterminar oRenrechido com os meios q.uetem ; tido, e tem ainda boje á sua disposição? Não certamente, e porque l Porque os guerrilhas,. quando são batidos', fogem e dispersam"-se, escondem as armas, clespem as fardas (os que as tem), arregaçam as mangas das camisas^ e põem-se a-tiabàlhar ; Achega a tropa, perguutu-lhes pelos guerrilhas., uns dizem que não sabem, outros respondem que fugiram para osmattos, — e a tropa está conversando com elles. — Mas-poderá a tropa, encontraudo-os sem armast e a trabalhar, predêlos, ou applicar-lhes a pena da lei de 19 de Dezembro de 18341 Não certamente; logo-é fóra'de toda a duvida que são necessárias raedidaa extraordinárias, isto é, a suspensão das gaiantias, o que eu não propo--nho, porqu.6 o Governo o quer fazer. —.Bis,-aqui, Sr. Piesidente, as rasôes, porque r.egeito o additamento do Sr. Judice Sarnora, e voto pelo artigo, da Comini?sào tal-qual se acha redigido. . O Sr. R. de Menezes:—Eu vejo neste §. em •questão espre^soes de mera cortesia ; masappre-seutam-sé aqui emendas movidas talvez do amor particular da Província que" vio nascer os au-thores dessas emendas. Diz-se n'uma,-quesede-'vê fazer saber ao G ovei no a magoa que causa a este Congresso o ver que um guerrilha infesta certa Província; tem-se dito pró e contra, muita 'cousa alguns Srs., e parece-me quo é um dejles 0 Sr. Barjoua, diz que nós.mostra-jremos pouca sollicitude. pelo ben dó Pçvo Por-ttuguez, principalmente desta Proviricia se* não .fizer-mas menção da guçrrilhaexistente. Eu de- claro que não quero dar importância ao Ueme-; cuido,1 torno a questão de outro modo: a J?ro'-' vincia do Algarve sofre pelas crimfes deste guer-e as Cortes de que se querem fazer cargo, e' de mostrarem ao Governo qual é o desgo.sto que lhe. catisa esse quadro dos soffri-mentos do Algarve. Não irei contra os-Sr. que suiteritam ò §.: votaret por elle, e.contca. a proposta ou emenda' do Srs. Sanches, porque uie porta uma apptovação de todos as medidas-do-Governo. No caso-porém que seja ápprova-da. a emenda do Sr. Samora, proponho que se faça meação de raaii algumas das quadrilhas dfe 'salteadores , que infestam as estradas1 d'ou-trás Pio.vmcias. Nós sornos obrigados'á'maior •sollicitude pelo bem dos. nossos Constituintes., se acaso o A-lgarve soffre, também soiTre a terra que-me vio nascer; porque hojç recebi car tas em'que.se rne di/.ern que houvera, perto de Guhnarãe» urna quadrilha de soltendores, fizeram ha pouces dias urn roubo violento, com-assassino do.chefe da família, e ferimento de • todas as, pessoas de casa. No caso que seja ap-., provada a emenda do Sr. Samora, proponhoi eu. esta-(Lê u). . • . • i O Sr, Lacerda:—.Peço a V. Ex.a que"com i ooosuttè o Congresso seia-matena está discatida. ' (Não se annuiu.). i O Sr. Conde'da Taipa : —Srl Presidente nós estamos a-gastar o tempo em fàlllar no R-eme-•chido e.n^o.é com, palavras que só ba-du aca-; bar o Kemechido. Isto que está acontecendo • na.;Serrà do Ailgatve, e .que padece um pheno-meno- extraordinário,,, e' aquillo que acontece sempre no-firn de• uçoa- grande mudança».política; Ainda não ha. noventa annos que o,Notte dê Inglaterra esíava alteeado com as correrias que faziam os bandos dos Escocezes que -se tinham retirado para as montanhas depois da ultima tentativa do Pretendente para derribar a Casa do Hanover. — Em França todas conhecem, a guerra da Vendea, e os Seus resultados ; todos sabem o tempo que;durou,-é que Napo-leão foi quem;ainda a veio acabar, a pesar 'de ter principiado com a revolução. As montanhas dY»-'Jiir.ol tamb.em'attestam.-o, facto de que o Heaiebliido'nãoe oâtca'.coisa.senão aquelle Ca-pití-iuoíitiaiiH. que costumam deixar'todas, aã, izer gíand^s. despdztls para fazerem nos. matitesf da, Escoas]»; grantíaí ealradast eom o.firh; de. poderem faí^r, marchar com fasiltdade -as tsopag contjra aquelles insurgàntes :' a&.estradas conse-i guiranj o fim, pprqué fâflilitando o eomrnercioj-QS p.óv iditamento, e a'emenda (leu, e proseguio-). ^è*1 Ise portanto perfeitamente', que se promette-nb? • parágrafo desta Resposta, examinar j mente as medidas já tornadas,. o que é relativo' ,ao passado ; e o additanrento Ucm referencia- »<_ p='p' que='que' esperança='esperança' exprime-='exprime-' _.de='_.de' a.='a.' pois='pois' futuro.='futuro.'> ;se hão, de continuar a tomar as medidas sarias para conservar a. tranquilidade. • O 'Sr*. Judice Samora no;seu additarnanto refere-se Áy mádidas, já tomada:.; e.sente que-essas-ràedida^ não produzissem-o desejado etleitô* -Ora istp^i uma espécie de censura á-Administração,.e-a» Encarregado do Governo das.ArrriHS-do'Algars ve> Em quanto' á Administração d'ir Algarve todas as forças-dis-J poniveis; tomou as medida» a-sou-alcance:, o'- "O %. Barjoha : — i-Eu 'já pedi que tótf dei». xass,em. explicar o níeu addttamento:O Sri. Presidente : — «• Que ip tem a pala-vra é-o Sr. Sanches.O Sr. Silva. Sanches i — - Combateu-se o -mea1 ndd i lamento com o fundamento de que elle ap*" 'provrfva todas as niedidas ate4 aqui1 tomadas pé- * Io Governo }. mas essa approvação oão pôde ter-logar sem -a precedência de um maduro exame;* e se o riíeu additamento. tal cousa exprimir de-' vê com razão ser rejeitado, e eu próprio ô rè-jeítarai. Vejamos -pois se elle contcSm-ou não a' idéa que se diz cotUen Diz^se quo eu a «Hiun*1 ciara. Não sei se isso' é exacto ; rnas também »> i>ão contesto. O que pore'in é certo, é\q