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depois de lermos reconhecido a necessidade de um imposto addicional para a amorlisação das Nolas vamos sobrecarregar o Paiz com mais o encargo de 500. conlos para supprir o desfalque das Notas, que oGoverno se vê obrigado a levar ao mercado, e a descontar ?.. Veja aCamara os sacrifícios cm que a amortisação das Nolas eslá já imporlando ao Paiz, não os queira augmentar com mais esle, que ião desnecessário e prejudicial é; veja a Camara se a par do sacrifício que se nos exige (e que áquelles que querem a amortisação não podem deixar de conceder, pelo qual eu volo, e voto com toda a violência do meu coração, mas movido pela grande necessidade de se conseguir a amortisação das Notas) quererá lançar um outro de, mais 500 conlos para se supprir o desfalque, que deixa na receita o rebate dos 1:000 contos, que o Governo leva ao mercado, islo só pelo motivo de se admitlir nos pagamentos ao Eslado, e por conta do Estado um quarlo em Notas pelo seu valor nominal.,.. Valerá a pena?.. Quererão os illustres Depulados. sobrecarregar o Paiz com estes dois sacrifícios ao mesmo lempo, quaiido nós o podemos nlliviar de um delles? Nós. votámos a venda dos Bens Nacionaès pertencentes á Universidade, admiltindo no pagamenlo desses Bens Nolas pelo seu valor nominal ; pós votámos a admissão das Nolas pelo seu valor nominal nos pagamentos atrasados, ale aqni a Camara tem estado prompla a fazer para bem das Nolas todos os sacrifícios, que a sua amortisaçãa exige sem ler havido uma má vontade, anles pelo conlra-rio ha a maior disposição para se acabar com esse-flagelo; mas o que não podemos volar, cm que aCamara não pôde convir, c neste sacrifício, é n'urna contribuição que indispensavelmenle se ha de lançar ao Paiz para supprir o desfalque dos 500 contos que resulta das Nolas o que se hão de ir rebater ao mercado; a Camara não quererá que se faça mais esle sacrifício sobre o oulro, no qua) nâo podemos deixar de concordar áquelles, que queremos a amortisação das Nolas, porque sempre que se falia da amorlisação das Nolas, falla-se ao mesmo tempo de uma receita que se ha de crear para fnaer face ao deficit, que essa amorlisação traz ás receitas publicas.
E que ganhará oGoverno em pagar a quarta parle em Notas pelo seu valor nominal?... Ha de lucrar um serviço péssimo em todos os dilferentes ramos da Administração Publica (O Sr. A. Albano: — Apoiado), um serviço que eslá prejudicando os negócios do todas as Repartições 1 Como se acham os desgraçados Empregados? Eu escuso de apresentar o estado ern que elles se acham, que e' conhecido de Ioda aCamara, edesgraçadamente e'conhecido dos prqprios Chefes das Repartições, esses Empregados já muilos delles nâo podem apparecer, porque lhes faliam os meios de subsistência para poderem alli apresenlar-se com as forças físicas necessárias para se prestarem ao serviço (Apoiados), alguns talvez estejam já qnasj no leito da morte, ppprimi-dos pela violência da falta absoluta de lodos os meios para acudirem ás necessidades das suas familias (Apoiados.)
Alguns lenho visto, Sr. Presidente, amaldiçoar os objeclos mais segrados, e possuídos de uma impressão lâo forte e pungente de desesperação coirro aquella que rala as entranhas de um Chefe de Familia, a quem faltam lodos os meios de acudir ás necessidades mais. urgeriles da vida ! (Sensação) E, Sr. Presidente, nes-S essa o N." 2.
las circuinslanci.is o! que ainda se obrigam Cjscs desgraçados, que por venlura dignos de melhor sorte deveriam ter merecido mais a altenção do Governo; não digo deste Governo, mas de todos os Governos (a Administração actual sabe que respeito todos os, seus Membros; o Sr. Ministro da Fazenda sabe que, sou seu Amigo, e que o respeito) fallo de lodos; fallo das circumslancias que lem obrigado o Governo c as Camaras a exigirem desta desgraçada Classe tantos sacrifícios. Pois será justo, seiá conveniente, será moral sujeitar os Empregados Públicos a mais um sacrifício, recebendo as Notas nessa quarla parle dos seus. vencimentos pelo seu valor nominal sobre o outro, que já disse de receberem os pagamentos atrasados desde Maio até Junho em.Nolas! Medida que eu disse que importava um salto nos pagamentos; não que o salto se declare, mas que fazia com que ninguém quizesse rebater os ordenados, que se vão rebater no fim do mez, o que geralmente se practica aqui em Lisboa ?! Sobre esle sacrifício, digo, será justo que ainda se obriguem a urn oulro de receberem as Notas desse quarlo pelo seu valor nominal? Sr. Presidente, será justo qne a isso se obriguem os Servidores do Eslado, que se hão.de ver na necessidade como depois observei, do irem descontar pelo preço, que os Capitalistas lhes quizerem fazer, por que nppjrccerú grande quantidade de Notas no mercado, e essas hào-de necessariamente influir no agro por que se recebam? ! E se ajuntarmos sobre o primeiro sacrifício que ha de ser pungente, esle de receberem uma quarta parle dos setys vencimentos pelo seu valor nominal, quando estes ainda estão sujeitos a um corte desapiedado, por que tem por principio a regra absoluta da necessidade de igualar a receila com a despeza ?!.. Desgraçada Classe! Que se vê obrigada sempre a contribuir corn lodos os meios doque dispõe, para a organisação das Finan-ção, e a organisação das Finanças sempre ião longo de nós, e sâo sempre poucos para a organisação das Finanças lodos os sacrifícios, que solhes lem exigido e que se lem iiTvenlado! E desgraçadamente apparecem todos esses sacrifícios sem serem repartidos por lodos !
Mas, Sr. Preddente, que farão essas desgraçadas CUsses Inactivas, ás quaes nào sei com que direilo, mas pela força- das circumslancias, já se lhes lirou melade do» vencimentos com n condição, que se lhes promelleu de ser religiosamente observada, de serem pagas d'ahi em diante em dia, eque d'ha muito nã > recebem com essa regularidade, que agora se pretendem sacrificar a mais urna quarta parte ern No-las pelo seu valor nominal nessa metade dos seus vencimentos!! Sr. Presidente, tudo isto será reconhecer que a organisação das Finanças é uma necessidade, mas com esta necessidade se vai caminhando á destruição de Iodas as fortunas do Paiz, nas quaes os Empregados Públicos tem uma grande parte, e as Fjnanças nâo se podem organisar com a destruição das fortunas.