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são os credores privilegiados do Governo !.. . Os Empregados Publico3 que teem até aqui sido victimas de tantos males, causadas pelo desarranjo das nossas Finanças, com effeito mereceram que o Governo queira assim desviar uma somma tão considerável de receita applicada para esla classe, sem se lembrar de outras obrigações tâo sagradas, como os vencimentos dos Empregados! — Não haverão muitos outros encargos para que o Governo devesse applicar essa receita? Não fez o Governo sallo nos pagamentos dosjuros da nossa divida interna, eexlerna, para as quaes eslão ião legalmente applicadas essas receitas, como ao pagamento dos Empregados Publicos?
Eis-aqui está mais um embaraço, em que o Governo se hade »char; porque se deve desenganar que nâo é somente a divida a essa classe que é sagrada, ha oulras obrigações, tanto, se é possivel, ou mais sagradas do que essas; e então se a receita são 8:000 conlos como quer applicar 4:000 para os Empregados, perdendo 2:000 em razão da morlisaçâo do que excede destes vencimentos.
Sr. Presidenle, masdiz-se que depois que começou a tractar-se desta medida, tem melhorado o agio das Notas, e que certamente nós que estamos combatendo o Projecto, faremos um grande mal por deixarmos de apressar a época em que as Nolas deixam de ler o agio, que lem feito um vexame ao Paiz. Sr. Presidente, nós se o fazemos, écom boa fé, com tanto inleresse pela causa publica, como os illustres Deputados que têem defendido o Piojecto. Mas, Sr. Presidente, é necessário examinar o facto como elle é, e vermos se por ventura é ao Projecto que é devido esse beneficio, ou se será a alguma oulra circumstancia. Sr. Presidenle, eu estou capacitado de (jue oseffeitos que o Projecto ha de produzir, são negativos, c o beneficio que se observa,-é devido a uma circumstancia muito diversa, édevido ao Decreto, em virlude do qual o Governo admilte metade em No-las nas decimas, e de estarem os cofres abertos em lodo o concelho de Lisboa; e islo prova quaes são as vantagens que hão de vir do Projeclo; e aqui não ha opposição, Sr. Presidente; esla observação é feita unicamente para dizer como eu entendo, qual é a razão, porque se vê esse agio. Eslou capacitado que o Governo se ha de ver em muilos embaraços; que eu não desejo que se veja nunca, porque ellea trazem cornsigo gravíssimos males, e que' lodos nós padecemos, mas o faclo é, segundo eu enlendo, que o agio das Notas tem diminuído, e estará mais baixo em quanlo durar o pagamento das decimas, e que não é outra a circumstancia a que isso é devido; e pelo contrario nâo foi a confiança, porque a desconfiança continua; e talvez, digo eu, se este Projeclo não tivesse apparecido, este agio tivesse melhorado mais. Ora eu disse outro dia que o art. 8.° do Projecto era bastante, anles ainda de se converter em Lei, para ninguém querer mais rebater aos Empregados, a esses infelizes, muilos dosquaes eslão esperando que chegue o fim do mez para irem rebater os seus ordenados, e haverem os meios da sua subsistência; pois assim aconteceu, Sr. Presidenle, oque lhe respondem os cambistas é—não leu o Diário, veja o Projecto que eslá em discussão, e que não podemos já rebater.— Não será isto uma calamidade?.... Além disto pergunlo eu, não será uma vantagem ainda que triste, achar o Empregado Publico quem lhe reba-