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poderia servir" para uni epigramma; enlrelanto eu da outra vez que fallei, já disse quo não era assim que elle se linha tomado; uma vez que se diz Operários inechanicos já se sabe para quem e' a applicaçâo; o estudo para os Operários mechanicos já se sabe que é a Geometria applicada ás Artes, e c esse o estudo que se estabelece para esles Operários inechanicos; não se pense qne é um curso completo de Geometria, como se ensinava na Academia da Marinha ; nem se diga que ha enlre os Olficiaes inechanicos alguns que podem prescindir desse estudo; eu digo como disse o Sr. Ministro da Marinha, não sei que ella possa ser desnecessária a ninguém, e muito mais, Sr. Presidente, considerando-se que já hoje no Arsenal da Marinha h* algumas machinas; e que hão de haver mais, em consequência das provisões que o Sr. Deputado mencionou, e enlão a haver machinas, a haver de trabalhar com ellas, áquelles que trabalharem, carecem de algum esludo mechanico.
Jnstificar-me-hei lambem de uma contradicçâo que o illustre Deputado quiz impular-me, dizendo que eu tinha votado conlra os prémios pecuniários académicos dos alumnos de Instrucção Superior, e que agora pedia estímulos para a Instrucção Primaria 1 sim, Sr. Presidente, pela razão que eu disse, e que sustento, é muito mais necessário estimular a Instrucção Primaria, do que a Superior ; da Superior ternos superabundância, e seria para desejar que a Universidade de Coimbra se fechasse por uns poucos de annos, em quanto que para a Instrucção Primaria devemos empregar lodos os eslimúlos, para que ella se propague. Diz o illustre Deputado que a Instrucção Superior ainda não chegou ao gráo que é necessária: ainda não chegou nem hade chegar, cm quanto nâo houver base, pela qual ella posta chegar ao gráo que se deseja, e a razão é porque os indivíduos nâo vão habilitados com a Instrucção Primaria. Nâo quero renovar esta questão, quando não mostraria que nesle mesmo Projecto se promovem esses eslimulo3 á Instrucção Superior que o illuslre Deputado deseja; no art. 3.° ha um estimulo á Instrucção Superior; aqui estão as habilitações (Leu). Nesle arligo eslâo ns habilitações para os empregos da Secretaria, aqui eslá um estimulo bem forte.
Muita razão lem o illuslre Deputado em lamentar a falta temporária dessas Aulas de 1 nslrucção Artística da Academia das Bellas Artes: não me compete a mim avaliar as causas dessa falta; mas torno a dizer, temos muila falta de Instrucção Artística, epor isso approvo o pensamento da Emenda que o illuslre Depulado mandou para a Mesa; todavia como ella eslá um pouco confusa, e parece exigir já o que lalvez no momento senâo podesse estabelecer, eu mando uma outra no mesmo sentido, mas que melhor explique esle negocio (Leu).
Tenho por tanto destruido e respondido ás princi-paes objecções que se fizeram, e ao mesmo tempo mostrado a docilidade da Commissào em acceilar aquellas ideas, que podem tornar mais perfeila a Lei.
Leu-se logo na Mesa a seguinte
Emenda. — «Depois das palavras — «ou em outra equivalente — accré*scente-se—Que deverá es-tabelecer-se no Arsenal, quando as circumstáncias o permitlirem.it—Lopes de Lima.
Foi admitlida. '
Sessão N." (j.
O Sr; Presidenle: —Vai anles de tudo lèr se a ultima redacção da Lei da despesa do Estado.
Ao lêr-se o Cap. \.° art. 6." do Ministério da Guerra
O Sr. Presidente: — Neste capilulo ha maleria sobro a qual deve haver votação desla Camara (Leu}. Eu creio que a Commissão entendeu dever harmo-nisar esle com os outros arligos, mas como esta doutrina não foi vencida na Camara, por isso agora é necessário haver volação. Fica em discussão. Como ninguém pede a palavra vou pôr á votação.
Foi logo approvado como eslá tia ultima redacção.
Ao ler-se o Cap. 9.°art. 109.* secção 8.*
O Sr. Presidente: — Quando se reconsiderou a matéria deste Capitulo, sobre a Proposla do Sr. Alinislro da Guerra, achou-se que nâo eram seis ou oilo os Empregados de que se Iracta, mas sim doze. A Commissão, para perfeição do seu trabalho, ainda que não linha havido discussão sobie islo, como era o mesmo objecto, entendeu que devia fazer extensiva a deliberação que houve a respeito dos oito, lambem aos qualro que fatiavam, e por isso aqui apparecem agora doze.
O Sr. Ministro da Guerra: — Sr. Presidente, peço licença a V. Ex.^para notar que me parece que não são doze. A Camara tinha já concedido o que se propunha — os quatro; a reconsideração foi para oito, porque quanlo aos qualio já a Camara t i ri lia votado. v
O Sr. Presidenle:— Parece-me, que o numero vem a dar certamente nos doze; entretanto, como parece offerecer duvida, é necessário que a Commissão aclare eslé objecto.
O Sr. Ministro da Guerra: — Não pôde haver duvida.
O Sr. Presidente: — É um Additamenlo feilo ao Orçamenlo já depois de discutido, e como comprehende matéria nova, e' preciso que haja volação especial sobre ella.
O Sr. Xavier da Silva: — Estes trabalhos do Orçamento foram revistos como V. Ex.asabe pelo Sr. Florido, mas eu lambem os verifiquei, e pela minha parte lenho a dizer que o Sr. Ministro da Guerra fez uma Proposta para que sc restabelecessem no art. 109 as gratificações a esses quatro Aspirantes, quando deviam ser doze. (Leu) Esta verba foi votada pela Camara, e é a que ahi eslá ; depois do Capilulo votado, o Sr. Ministro da Guerra fez uma nova Proposta para se restabelecerem a oito Aspi-¦ antes as gratificações que elles tinham, e por lanto aqui eslão os doze, porque sâo qualro que vinham no Orçamenlo, e sâo mais esles oilo que S. Ex."" propoz depois, cuja. verba importa em um conto e lanto.
S. Ex.1 propoz só quatro, mas depois combinando com a Commissào, viu que erarn doze, e por isso depois propoz os oito, e como a cifra não exislia, foi necessário po la.
O Sr. Secretario Sá Vargas: — Ha uma verba no
artigo..... em que vem qualro, mas no ait. 109
vem todos reunidos, que dão em resultado doze. • O Sr. Presidente: — O negocio admitlc duvida, porque segundo o Orçamenlo são doze os Empregados, e segundo a Proposla do Sr. Alinislro sâo qualro; énecessario ver em verdade oque e', para assim se decidir. -