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m u i to sagrado, qual o de representar a Nação Por-tugueza. O Sr. Sinval não foi ainda ouvido, e é preciso que o seja. A Commissao diz que eile não tem naturalidade na Província; isso é verdade, mas também o Sr. José Vaz Lopes não tem naturalidade: resta saber se tem residência de urn anno dentro da Província: aCorwmissão disse que teve informações; desejo que os documentos em que ella se fundou nos sejam presentes para podermos deliberar, porque não sei se o Sr. Vaz Lopes tem residência de um anno í e se, não sendo chamado o Sr. Sinval, deve ser chamado o Capitão Peixoto. Mas a respeito do Sr. Sinval, além da questão de facto, eu notei exactamente o dia, em que elie foi nomeado Lente proprietário da Escola Polytechnica do Porto ; elle era Lente pelo Conselho de Saúde, e foi substituído pelo Sr. Carvalho e Mello: depois veio com licença do Governo a Lisboa, aonde se demorou com licençárd.elle: voU tou go Porto, aonde estava antes dó apuratriérito. Portanto ha aqui grandes questões; primeira,, se aquelles dòus cavalheiros, que nâotêern .naturalidade na Província, lêem residência de mais dlurn anno., é se o facto de ter vindo a Lisboa o Sr,."Sinval lhe fez'perder a sua residência: não me .parece que. assióá seja; e preciso saber se um empregado inamovível, que tem a sua residência aonde exerce suas fuacções legaes, porque sahe desse Districto coaa Ifecença, per» de a residência. Por isso peço áíCorainissão que de-cJare quaes foram psvseus fundamentos para declarar que este cavalheiro não tinha residência, de uua ann.o.

O Sr. Presidente: ,~ Parèce»ufe que eslb neg.ocio não está por ora em discussão;;'-ia quesíãx), que eu propuz, era se este Parecer se admittia á;di»cussão.

Ó Sr. Passos (Manoel) : — Então digo que se vote «ste Parecer, resalvando o caso do Sr. Sinval, e Vaz Lopes. •' .

O Sr. Barreto Ferra*: — Era isso que V. Exc.a disse que eu queria lembrar: tenho gostado ,xie ouvir o Sr. Deputado, mas o seu mesmo discurso me provou qUe não era possível entrar este Parecer agora em discussão j e que é preciso ser impresso e distribuído.

O Sr. Ferreira de Castro: —O que eu entendo e' que e' preciso dividir esse Parecer; porque ha dous Srs. Deputados eleitos, sobre que não pode haver duvida nenhuma, que são os estranhos á Província do Minho, corno e o Sr. Conde da Taipa, e Sousa Pinto Basto; porque são dous os mais votados; o primeiro sou eu, o segundo e o Sr. Murta, terceiro e quarto o Sr. Sousa Pinto Basto, e Conde da Taipa. Por consequência pedia que o Parecer fie dividisse, votando-se agora a primeira parte.

O Sr. Aguiar: — Sr, Presidente, eu concordo com o Parecer da Commissão a respeito da eleição do Sr. Conde da Taipa: e para miro fora de toda a duvida que elle deve ser chamado a tornar assento n'esta Cornara, mas entendo que não pode agora discutir-se aquelle Parecer, « que deve dar-se para ordem do dia ; porque podem outros Deputados julgar o negocio objecto de duvida, e não se acharem preparados para tractar da questão. Além d'isto, se me não engano, e' este-o caso era que um Deptitado eleito deve ser admitlido á barra para sustentar os-eu direito: a eleição do Sr. Conde da Taipa foi controvertida, e não pode ser-lhe negada a faculdade "de a sustentar; nem se diga que é inútil ouvi-lo, tendo de julgar-se a favor da sua eleição; porque não pó-"

dedizer-^e qual será adecisâo da Camará, com quanto pareça não poder deixar de approvar-se o Parecer da Commissao. E se não se approvar não lerá o Sr. Conde da Taipa razão para se queixar do não ter sido ouvido? Em quanto á parte do Parecer, que diz respeito aos Srs. Sinval, e Vaz Lopes, não pode entrar em duvida que não ha de discutir-se agora, porque a matéria é importante, e não pode ser tracta-da dVimproviso. O mesmo digo eu do chamamento de um Substituto em lugar do Deputado eleito, que •se diz estar ausente no Ultramar, e espero quo aCa--mara não deixará de pesar as consequências de unia deliberação precipitada a este respeito.

O Sr. Derramado: — Sr. Presidente, o Parecer

O S». Presidente : — Vou pôr á votação , se a Camará approva o Parecer da Comtnissão, relativo aos Srs. Conde da Taipa, e José da Costa Sousa Pinto Basto.— Foi approDado.

O St. José Estevão: — Os Srs. Conde da Taipa, e Souàá Pinto Basto acham-se nos corredores desta casa, e portanto pedia, a V. Exc.a que fossem introduzidos a prestar juramento.

: O Sr. Alberto Carlos: — Sr. Presidente, eu não me opponho á entrada destes Srs., porém é necessário ver as cousas como se fazern ; estes Srs. Deputados ainda não apresentaram os seus Diplomas, e então é necessário que'os mandem, para que antes da sua entrada a Commissao dê o seu parecer sobre el-les. (Apoiados)..

O Sr. Fonseca Magalhães: — Acho desnecessária que se espere que. estes Srs. apresentem os seus Diplomas, porque a Commisàâo neste Parecer, que dá, já os approva v pelo exame que fez das actas do Circulo, por onde são eleitos; portanto o mau voto é que se lhe dê entrada nesta Gamara. (Apoiados).

A Camará resolveu que fossem introduzidos na sala os Srs. Conde da Taipa, e Souza Pinto Basto •para prestarem juramento.

- Sendo introduzidos, prestaram juramento e tomaram assento.

. O Sr. Presidente:—-Agura vou pôr á votação , se se ba de mandar imprimir este Parecer, para doutra òccasião .se tractar da eleição dos Srs. Vaz Lopes, e Sinval.

Resolveu-se,que se mandasse imprimir.

O Sr. Presidente poz á votação o Parecer, que julga que deve ser convidado o Sr. João Gualberto de Pina Cabral a vir tomar assento -na Camará, que prefere ao Sr. João Victorino de Sousa Albuquerque, que fica sendo primeiro Substituto, depois de apurados pela Commissão os votos, que teve no Circulo de Viseu > e foi approvado.

O Sr. Presidente: — Agora resta votar o Parecer sobre os Substitutos, que devem ser chamados ent lugar daquellesSrs. Deputados, que foram eleitos por toais de um Circulo.