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Maá S. Ex..* conhece, bem todos os segredos deste negocio; sabe..muito bern o que era a illúminação a azeite, para a qual os Proprietários de muitos Dis-trictos próximos de Lisboa se interessavam, suppondo que se consumia azeite de oliveira, mas estavam enganados; os interessados eram os .especuladores dos azeites de purgueira e de balea, porque a Camará teve a habilidade de descòbrirp meio de extrair azeite destas substancias, cuja propriedade era desconhecida, elevando assim a Chymica a um ponto extraordinário, e cujos-benefícios se encontravanra cada-passo pelas topadas e esbarradeilas que os indivíduos davam de noute. por Lisboa. \reiu a illúminação a gaz, que melhorou consideravelmente este ramo de administração, e muito conveniente séria que podesse ser melhor e mais barato. Mas a Camará ficou sem poder superintender em todas estas cousas,'e este e' que.e"o — Casus be/li: não ha outro. Esta declaração pomposa e um gesto de desesperação por aquillo que.perdeu; isto tem urn nome, mas não o quero diser," porque sendo verdadeiro, não e' Parlamentar. " . O-Sr. Plácido de sJbren: r— Sr. Presidente, le-'vanto-me para pedir a V. Ex.a e á Junta que a Pro+ posta do Sr.Braamcamp seja mandada a timaCorn-missão, porque repulo este negocio de muita gravidade. Eu não lenho duvida em declarar que intendo que o Sr. Braamcamp sendo Director de uma Companhia Municipal, não estava inhibido de entrar - nesta Casa. Porem o negocio muda de figura, se acaso se mostrar .que ellè é Director de uma Companhia, que tem contractado com o Governo. Por-fanco.o n.egocfb e'-grave, e intendo que eííe deve ser remetlido.. a uma Cbmmissão para o- examinar,'e apresentar sobre elle o seu Parecer.- •

Agora por incidente direi alguma cousa 'em resposta, a algumas considerações que fez 6 Sr. Deputado Corrêa Caldeira, considerações que "parecem ser. menos justas; porquanto o Sr. Deputado quiz de alguma maneira, fazer censura ás decisões desta Camará, taxando-as de não estarem em harmonia umas corn outras. Declaro que votei pela inelegibilidade do Sr. Costa Lobo, e pela elegibilidade do Sr, Deputado'.Braamcamp; e ainda hoje inlendo~quenão ha contradicção nenhuma.entre os dois casos; porquê não me convenceram, nem nle podem convencer, que o Sr. Costa Lób.Q não e Caixa Geral do Contracto do Tabaco. Isto e' caso. julgado sobre o qual não se devia já.fallar; e tenho, pena que o Sr. Corrêa Caldeira tivesse trazido de novo esta' questão." Por-tanío peço que;este negocio vá. a lima^Comnirssão, e que esta dê o seu Parecer a sçmilhante respeito.,

Ò Sr. []oltreman: —Em -grande parte fui já prevenido pelo. .meu Amigo, o Sr. José' Estevão: por isso direi somente que se acaso.continuarmos assim cònstantementc. a disputar sobre, as eleições já ap-provadas, então nunca nos constituímos (/Ipoiadm}; porque hoje um Sr. Deputado põe duvidas sohre urn ponto, amanhã intende outro que o seu melin--dre está offèndido, e continuando assim nunca nos .constituímos. O lado Direilo da Camará foi qjieni .lançou esta questão no Parlamento; porque não tendo.a coragem de apresentar o que sabia quando s.e discutiu o Parecer respectivo, que já foi approvado, ficou com re-tricção..mental para a apresentar depois, quando lhe fizesse conta; isto e, para a apresentar quando se tractasse de invalidar à eleição'de um Deputado, c dizer — Vós deveis approvar a elei-

ção deste, porque já approvasíés à eleição d*outra, que não tinha direito de: ser proclamado Deputado; —^Se acaso o lado Direito da Camará intendia que havia inconvenientes na eleição do Deputado de quem 8e tracta, então tivesse a coragem de apresentar em occasião própria as razões que para isso.tinha : mas dizer-se que deste lado.se votaram irregúlarictades a respeito de uns, e. não se votaram a respeito-de ou-íros, isto não é exacto,- porque nós apresentámos aquillo lque intendíamos em nossa consciência produzir a illègibilidade a respeito de certas pessoas; e se os Srs; Deputados intendiam que se davam» as mesmas razões a respeito de outros, tinham obrigação dê'as apresentar (Apoiados). Isto o que. .prova é que os Srs. .Deputados do lado Direito votam sempre com. restricçâo mentak .
Ha rnais outra circumstaiicia e vem a ser: quê .acceitam a Procuração dos seus Constituintes;, vêem ao Parlamento, e dizem •—Que não reconhecem o Decreto Eleitoral, em virtude do qual foram eleitos !— Pois se os Srs.' Deputados não reconhecem o Decreto Eleitoral, -não viessem cá, e não acceilas-sem a Procuração dos seus Constituintes.(Apoiados) ; mas depois que a acceitaram, não podem deixar de reconhecer o Decreto, e valida a Procuração, porque se a Procuração* está illegal, illegal está oProcii-rador (\Muitos apoiados).
O Sr. ^Corrêa Caldeira: — Nós fali a ré m os. - O -Orador: — Deviam ter falindo ha rnais tempo:-nias uma vez que ncceita.ram a Procuração dos seus Constituintes, e vieram ao Parlamento, não podem oYzer que á Procuração esta i'lYegaí'. Se íníencfiam que a Procuração estava illegal, fizessem o mesmo que fez um Caracter illustro,,- que já não existe, o Sr. MonsU nho de Albuquerque, porque intendendo que a sua Procuração não era válida, não veio cá; mas acceitar a Procuração, vir no Parlamento, e dizer que a Procuração não es4á legal,, isto realmente é contraproducente- (slpoiados).' . •' ... . ....
Intendo, pois, quo e' necessário cortar esta questão, e que não devemos fazer cousa nenhuma que.se pareça com .reconsideração. A eleição do Sr. Deputado Braarncamp está já approvada ; se.alguém, intender que ella não está* válida, apresente uma. Proposta neste seritido; mas vamos por diante, e;tracte-* rnos de constituir a Camará que é uma das primeiras necessidades (Apoiados).
O Sr. Braamcamp:— Tomei a palavra para dizer .somente que não insisto no meu Requerimento, Se houvesse qnem apresentasse uni '.Requerimento para este ^negocio ir a uma Çommissâo, eu o app.ro-varia, porque o meu desejo e que este negocio seja bem esclarecido; e acceito qualquer dos riíeios que a Camará adoptar .tendentes a este fim._