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var-se á custa da violação das leis e Conveniências que deve á alta posição ern que.se acha.

Sr. Presidente, já tenho fallado de. mais para quem não tinha tenção de fallar. Concluo confiando na Providencia, e ainda mais n'um acto de Sabedoria verdadeiramente Real j que venha pôrterríio ao estado de desordem ,em que o paiz se acha : nós já fornos testemunhas de outro, e as circúm&tancias eram menos criticas; espero que este acto de Sabedoria Kcal se repita agora com muito rríais fundamento, muita mais honra e proveito para oThrono.

O Sr. J, M.Grande: — Queira V. Ex*a consuU lar a Junta se quer prorogar a Sessão ate ée terminar este assumpto; porque me parece que elle vai estando suficientemente esclarecido, e que em fal-lando maisal,guns Sr< Deputados poderemos votar.

O Sn José Estevão:— Não ha numero.

O Sr. J. M. Grande: -^ J?' verdade í mas hão de estar alli fóra^ (Fozes;— Já deii a hora); O que ine parece e que V< Ex.a deVia ir continuando a discussão até acabar a hora.

O S r.. Presidente : —- Eu havia dê ir continuando e depois dizer: deu â hora j mas agora como ha um requerimenta, .. ,

O Sr. Ávila: — Sn Presidente j a Sessão abriu-í se hoje ao meio dia , por consequência não áei como se pôde dar já por acabada , pelo menos devia continuar ale ás 4 horas sem necessidade de votação alguma.

O Sr, Presidente: — Eu pedi u'ma votação áJun-t.a Preparatória a respeito da hora, a Junta votou ás JO horas: 30 ou 40 .Deputados eleitos vêem ás 10 horas. (Apoiados), Só se a Junta Preparatória quer a hora do meio dia ?

O Sr. Ávila;—-Sn Presidente j aproveitemos o tempo, porque é muito conveniente que esta questão .se vote hoje.

-..O Sr. Presidente: — Tem* apalaVra sobre a quês* tão o Sr. Agostinho Albano. .

O Sr. Agostinho Albano: — Eu não tinha muito empenho de fallar sobre esta matéria, pedi a palavra não porque tjvesse desejos de fallar sobre a eleição da Beira Alta3 de que hoje se tem tractado , e que no meo entender os illuslres Oradores deste lado têem sustentado pela maneira a mais digna e me parece quê triumphantemente contra todas as accusações que lhe lêem sido feitas por aqnelle lado ; mas para fazer algumas observações sobre vários pontos que aqui sé tocaram $ ainda que sobre alguns já fui prevenido pelos illustres Deputados meus amigoá deste lado : todavia sempre direi alguma, coii.sa. \

Sr. Presidente, muito ternos .nós andado pelo ca* minho da civilisação! Desde 1838 para cá lemos caminhado muito, e na verdade, se nas eleições actuaes se descobrem tantos horrores , tantas violências, tantos crimes, tantas e tão ministras e fa-taes ingerências do Gov,erno., tantas malversações , è iniquidades. (O Sr. José Estevão:—'E atrocidades.) O Orador:—Seja, e atrocidades, para apresentar uma eleição rnenos verdadeira ; se isto fosse verdade, Sr. Presidente, o que não seria se fizesse-mos urn termo de eotr; pá ração,- com o que se pra* ticouí em 381 (Apoiados} Será necessário remontar a essa época para apresentar os factos que aqui fo* fam pronunciados ? Elles o são de toda a Nação ^ é. bastará pô-los em paralello com aquelles que se

taxam dê tal nome. Eu, Sr. Presidente^ corriomerfi* bro de uma Commissão, tive occásião de ver e examinar todos os papeis relativos a essa Commissão t oií os processos eleitoraes.xqtte lhe foram commetti-dos, e tive também occajáionalménte opportunidade para ver actas das assernbléas que pertenceram ás outras illustres Com missões, e tenho a satisfação de poder dizer, que desde 1838 para cá nenhumas eleições foram feitas com menos violências, com menos atrocidades.^ com menos horrores quê aquellas que se querem inculpar: (Apoiados , apoiados) , e aquelle lado, Sr. Presidente, está justamente no seu direito í cumpre-lhe , e'obrigação sua afear .todos os factos na posição em que se.acha; eu não lhes posso levar a mal similhante riiodo de argumentar; exag-gerar tudo, torcer, apresentar os factos de difíeren-te ma.neira que elies acontecem, não lho posso levar a riial; é próprio daOpposição, é úrn dever mesmo, não posso contrariar de maneira alguma que esteâ Srs. vissem e apresentassem todos esses factos, que nós chaíriàmos irregularidades, com as cores as mais negras j rnás se olharmos para os factos como elles forarn praticados, se os virmos nos documentos como elles ahi são descriptos e apresentados, persua-do-me que outra será a illação que de tal leitura hajamos de tirar, e que bem loage de tirarmos as consequências que a Opposiçã > boje apresentou, nós tiraremos aquella por onde comecei o meu discurso; (Apoiados.) .

Sr. Presidente, ainda digo quê rriuito temos an» dado no caminho da civilisação; ern todos os pró* cessas eleitoraes neste Reino, em todos os processos eleiloraes que passaram debaixo dos íneus olhos, não vi nem sombras do que se praticou em 1838, não vi lá as falsidades que se praticaram em Guiímrães^ os honores que se praticaram no Porto, (Apoiados) em fim lancemos um ve'o sobre a historia desse tempo ; se fosse á cominemorar todos os horrores que nesta caèa forarn manifestoá, que se acham escrip-» tosj que estão na mernoria de todos, qsiè sabem como elles aconteceram, que sabem o que se praticou em Guimarães , o que se praticou ern Braga e em Lamegò, etc. muito tempo é vagar me era preciso. Que distancia infinita não vai do processo eleitoral daqnella época aquelle por que forarn feitas as eleições de hoje? E todavia eálas eleições mais regularmente tractadas e dirigidas que cilas o foram naquellaépoca, são taxadas peíòsSrs. Deputados da Opposiçâo por eleições espantosamente illegaes ! ! . „

St. Presidente, não lia eleição alguma para Deputados nos paizes onde governa oSystetna1 Representativo que possa faáer-se completa mente inrio--cente^ em todas ellas se commettem irregularidades ; olhemos para o que aconteceu o anno passado hás .eleições da Inglaterra, e para o que acontece è está acontecendo actualmente nas eleições de França: em todas ás épocas anteriores, e especialmente nessa épocadesas!rosa a que me referi, vimos acontecimentos muito mais horrorosos que aquelles que agora presenceámoâ, e então não posso deixaf de continuar a dizer: que muito ternos caminhado no trilho da civilisação.