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pancou cidadãos, exerceu toda a qualidade de violências, mas eu não -culpo disto o Governo, porque deu um testuntsnho publico de que «ao apoiava aquelles faclos, e devo crer piamente que as ins-trucções partícula rés r»ào destruiriam o testimuniio publico» ainda que se recommendasse ò consegui-in e n to das eleições,'custassem o que custassem; porem repito, os actos públicos são estes, e eu não posso culpar o Governo; flías o facto é que o partido, designado então com o nome de vencido, empregou os meios que tinha a seu alcance para chegar á urna, e que o partido que ««tão governava, tractou. de emp-ec-er por tod

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que seria mais docente não se mostrarem t ao hostilmente; com tudo fizeram-no, e nada súccedeu depois; lemos no Coliegio eleitoral o mais decisivo exemplo de liberdade ; alíi houve divisão de eleito» rés, e da parte •contraria havia empregados que vo tararn livre, e ostensivamente, apezar de tudo isto ainda se accusa o Governo de empregar violências! Custa a ouvir pacificamente; e a ver que se torcem os factos, que se apresentam de uma maneira feia e negra} quando realmente tnuilo innocen temente se praticaram, todos ou a maior parle!... E u o recenseamento de Vise u » que tem o recenseamento de Vizeu para o caso em questão! Se aCarnaranão obrou com a regularidade que a Lei prescreve, a Camará será responsável pelo que deixou de praticar, ou pelo que não praticou segundo a Lei ; mas as Assem b le'as priauirias lêem de receber os recenseamentos da Gamara, e não podem fazer outra cousa se* não acceitar os votos pelos recenseamentos que l lies são enviados! .. Isto não e'objecto desta Junta Pre-paraíoria; a missão-da Junta Preparatória, como já disse o meu collega , e comparar os Diplomas que são dados aos Deputados, corn o processo eleitoral, e ver se o processo eleitoral foi dirigido e observado cm todo o seu andamento na conformidade da Lei; c isto que competia á Commissão , e é isto que compete unicamente a este supremo Jury.

Sr. Presidente, quando, as matérias estão esgotadas, não se pôde fallar sobre ellas, e esta está es-gotadissima . porque 03 argumentos com que os il-lustres Deputados combateram ecensxjraram aCom-missâo estão eompíetainente destruídos; outros ilLustres Deputados não tractaram senão de assumptos que são totalmente alheios e estranhos a esta Junta, porque Irnctar de princípios de direito publico, tractar de recenseamentos são objectos totalmente alheios, e ale' mesmo deste supremo Jury:,e não vendo eu nem achando argumentos que escapassem aos meus nobres amigos, para poder destruir, eu 1 tenho de me sentar, e esperar que alguém haja de adduzir razões novas, que cada um dos membros da Conunissão está prompto para responder. C Fosses; — Muito bem, muito bem.) .

O Sr. Cunha:—-St. Presidente, sou eleito Deputado pela Província de Traz os Montes, a mai.s desgraçada de todas as Províncias do Reino, quan-

do d'ali1 sa.hi , passei pela Província do Minfio , e que uie diziam todòâ? «Sr. Oêptitadõ vá para Oôr-tes, e diga a esses Srs. ft-miséria, e & desgraça em que eslá-mos, diga-lhe q.ne é necessaíio rião gastar o teíiipo in.«li!í.nenle , è que o Systema Representativo se continuar com discussões tão irvuteis, se torna odioso » (Apoiado*} eu julgo as convicções já formadas, e a prova disto é, a pouca attenção

O Orador:—*- Já lá vou; roqueiro a V. Ex.a que proponha á Assembféa se a matéria está discutida. Decidiu-se que ètetáoa discutida. O Sr. José Estevão: — Agwâ peço a palavra sobre à ordem.....

O Sr. Piesi-dente;— Sobre a ordem dê votação! O Sr. José Estevão :—Peço a palavra para uma cousa ; notem, e depois dêem-me a palavra ; eu ainda não faliei sobre a matéria de eleições, e o qire quero e', que V. Ex.a consulte a Camará se me concede fallar, senão vou-me embora....

Pfocedeii'$e á voiaçáo do Parecer da CommfosaOf e foi -apprwado.

O Sr. José Estevão: ~~(Sobre a ordem.) Eu pé* ço a V. Ex.a que proponha á,Camará que discuta primeiro a eleição da Estremadura, porque dep'ois fica livre de nos ouvir, (Apúiados do lctdoe$qWe*rdo.) O Sr. Jllnitida Garrett; —- Discutam o Parecer da Estremadura, rnandetn-nos embora, e acabou já toda a Opposição; é muito mais decente sem coin-paroçã"0 nenhuma....

O Sr. Presidente : — Pe-ço ordem ; os S/s» Depti-.tados invocaram o Regimento, e o Regimento difc — que nenhum Deputado pôde fallar sem ter pedido a palavra; (sípoiados) eu não concedi a palavra ao Sr, Deputado, por consequência não podia fallar.

O Sr. José Estevão: — Eu lenho estado aqui como um cordeiro.. .. mas acabotn

O Sr. Presidente:—Eu vou dar a palavra ao Sr.. Júlio Gomes para uma explicação, mas antes disso careço que a Junta Preparatória faça uma declara--çào. Disse um Sr. Deputado daquelle lado, que a Sessão tinha principiado ao meio dia... (O Sr. Avi^ Ia : -=- E verdade.) E verdade, mas peço ao Sr. Deputado a indulgência de me ouvir. . . (O >Sr. Am-In: — Eu sei o que V. Ex.a quer dizer, e é verdade tudo quanto vai dizer.) Votou a Junta Preparatória , que a Sessão principiasse ás 10 horas ; effe* ctivamente os Srs. Deputados não se reunein todos senão ao meio dia , mas muitos dèlles vêem ás 10 horas; pergunto eu, se o numero legal não se apre-( sentar senão ás â horas da laide, e houvermos de ter Sessão ate ás 7 horas , uns hão ds e?tar aqui 10 horas e ou.lros 5? Eu julgo que devo contar a hora da Sessão pela hora que a Junta votou para a réu» nião, (/fptáados) mas o Regimento diz—'-que a Ses.-são deve durar 5 horas effectivamenle, isto e se principiar ás 10 acabar ás 3 , se ás 11, ás 4, ele.; en» tão quero uuia rectificação da Junta Preparatória sobre o inodo de contar a Sessão.