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Ires não hiam votar senão nos Candidatos riaes, seria necessário usár-se dos meios* de que se usou, de se mandar para aili u,m destacamento? ls-r só não prova senão, .que hav,ia receio que se per* desse a eleição^,,ou então ainda se torna mais escandaloso, que em uina Província, onde o.espirito é tal qual, como foi a eleição, se servissem de simi-Ihante rneio; pois q~ue não prova outra cousa, senão a pouca confiança, que o Governo .tinha nd seu mesmo partido. ,

Dissè-se mais,' que o Nobre .Barão, d.á Ribeira de Sabrosa nunca alli fora eleito durante a Carta Coiís*. titucional; perinuta-trie o nobre Deputado, que lhe diga, que está muito esquecido do que succedeu em 1835. Em 1835 veio tomar assente» ri es lá Caiu a-rã, ele.ito pela Província de Traz-os-Montes, o Np? bre Barão dá Ribeira de Sabrosa, quando sé procedeu á eleição para prehencher as vacaturas dos Deputados que faltavam, em consequência dos que vieram" pleitos por mai,s de u'oi Circulo. Estou muito' certo, quê veio o Nobre Barão tomar assento nesta Gamara, .eleito pela Prpvincia.de Traz.-os-Monr.es. Em quanto ao mais se a Província abunda nesse espirito não era preciso empregar taes meios , e por isso mesmo que se empregaram, mais escandaloso se torna o proceder do Governo;

. Mas ha ainda outra cous.a; é.preciso não confundir o ser Cartista, com o adoptar a política do Ministério; ha muita differença. Ha i!jus,tres Cidadãos, que se sentam nesta casa, que tem dado, e espero que continuem á dar as mais seguras provas deadhe-são á Carta Constitucional $ (Apoiados) e qu.e não adoptam á política do Ministério, por consequência é.necessário' não se argumentar tíom o espirito da Província a favor da Carta Constitucional y para sé dizer que ha nella um espirito dê adhesão ao Governo. Vamos argora ao que sê dis'se, para combater os factos, que eu expuz. Disse se que para Alijo não tinha sido mandado um destacamento, que esse destacamento ,estava alli havia muitíssimo tempo, que todavia foi. rendido na véspera das eleições. Que lá estivesse , que fosse rendido, que houvesse motivo para isso, ou não, pouco importa , o que eu censuro foi a intervenção do destacamento nas eleições, .a h i' é que está o defeito* Podiam lá estar quantos destacamentos quizessem, podia lá estar a força toda que nós temos em Portugal, e não havia nada de questionável, uma vez que essa força não influissé ^ fiara se votar em certas ^ e determinadas pessoas; mas. esse destacamento influiu.de tal modo que dias antes entraram vendo os, .que estavam, e no dia da eleição, obrigaram o' Povo , .pava evitar desordens a desistir do seu Candidato. Portanto era para evitar desordens, q-ue para alli tinha hido aquelle destacamento? Decerto que não, nJas sim para influir nas eleições a favor do Governo.

Para Villar de Maçada , disse, o nobre Orador, que tinha hido um destacamento; também nie não impoftavíi, que para aííi fosse utn destacamento senão fossem as violências, que praticou o Cotn-mandante desse destacamento', de tirar as listas aos -cidadãos, substitui-las' por outras, e manda-los acompanhar ale á urna.

A respeito de Mezão-Frio não tive informações nenhumas^ senão de ter hido para alli um destacamento nas vésperas das eleições, e que esse destacamento nada praticou j para que os eleitores não VQL. Í/ — JULHO— 1842,

votassem em quem lhes parecesse; honra seja feita a esse destacamento !

Pisse-se; pára que vem aqui argumentar-se cotn força armada, e cora andarem os Cpinma,ndantes co.m espada á cinta; agradeço ao nobre Deputado dar-me oeçasião de redarguir a uma resposta, que foi dada ôobrc um facto que tinha succedido em Barcos. Em Barcos citei eu, que o Çommandante dó destacamento linha hido de espada á cinta sen.-tar-se ao lado do Presidente da Assembléa eleitoral, e um.Sr. Deputado,, que respondeu ao meu. Discursoj disse, pois :áonde havia ir a espada ? Aonde ha de .o Çommandante trazer a espada senão á cinta, e ,o soldado a baiorieta se,não fia arma j, ou na bainha ? Sr. Presidente, a Lei.manda, que se deixem, as.armas á. porta da Igreja; .assim se fez em Lis» bo.áj e não sei se se praticou em mais algumas par-te;s".;., sei sirn, que em muitas partes appareceracn militares exercendo o direito, que lhes dava a Lei de votarem., e pqfque, não fizeram lá o mesmo? E* porque con,h,eciam u Lei. -.'.:..

-Sr. Presidente, muito rríc admiro, que os Srs. Deputados, que .devem ser os primeiros a darexem* pio de cvga bbdiencia ás, Leis, sejam os ..primeiros,, que as queiram sofismar,?... Como ha de haver respeito ás Leis , ,se aquellés a quern compete velar pela sua observância , sào os primeiros a concorre-rerri para que senão cijrnpram ?! COÍKO hão de que« rer os nobres Deputados, que se executem as Leis nqvas , quq aqui gê fizerem', quando no mesmo San* tuario onde se fazem j aá estão desacreditando os mesmos homerts?! Para que os Povos tenham respeito ásLeis é ííetfessario que os seus representantes as respeitem primeiro. O Sr. Deputado que ultimamente acabou de fallar (e que apesar do que disse, ainda espero que continuará as suas relações de', adiisade. comigo) para provar, que houve toda, a liberdade nas eleições de Traz-os-Moutes-, trouxe um facto,, de, que tinham vindo Ires Deputados] eleitos , cuja política senão conhecia verdadeira- . mente, mas que entretanto ninguém se oppoz a que votassem nelles quem quiz; e neste caso eu estou persuadi.id que elíes se decidiram pelos conhecimentos e qualidades da* suas pessoas.

Concluo, Sr. Pré$ídenté, visto que nada mais

me resta a que responder^, ficando ern pé a ejiisten-

ciá dos^ factns que expuz; e a. Gamara pôde ficar

na cerieza de que,' éií não pertendi mais do qutí

apontar esses factos, para mostrar, que ení toda a

parle as eleições da -Província àeT^rãz-o,s-*Moríies

não.fo^am tão livres cociio deviam ser ,(sfpoiados.}

O Sr. Rebello Cabral: — Sr. Presidente , na Io* g l ca rfo Sr. f7ep«iCaçfo.e/çíCa pcrrL(sb